Um bebê prematuro nasceu numa das salas do Pronto-Socorro Municipal “Doutor Álvaro Azzuz” neste sábado. Recém-inaugurado (17 de julho de 2012), o espaço destinado a receber pessoas doentes foi palco da chegada de uma nova vida. Sete funcionários do PS, incluindo uma das recepcionistas e duas médicas, realizaram o parto da sapateira Lidiane Cristina da Silva, 31, que também é mãe de uma menina de 12 anos. Breno nasceu aos sete meses de gestação, por volta das 13h40 deste sábado, 11. O Dia dos Pais neste ano, aliás, será mais especial para o pintor Urias Pizzo Machado. Breno é seu terceiro filho e, além de nascer num momento inesperado, chega quando o pai está no alto dos seus 60 anos (leia mais nesta página).
Na quarta-feira passada, Lidiane sentiu fortes dores na barriga e precisou ficar internada na Santa Casa de Franca até a manhã de sábado. Ela teve alta ontem, mas se queixava de dores para o marido ainda. Horas depois de deixar o hospital e chegar em casa, começou a ter sangramento. Estava sendo levada pelos familiares de volta para a Santa Casa, mas a hemorragia e dores se intensificaram muito e eles, que moram no Leporace, decidiram parar no meio do caminho e levá-la para o Pronto-Socorro “Doutor Álvaro Azzuz”, que era mais próximo.
Lidiane foi atendida pela médica, que a encaminhou para a Santa Casa. A mãe chegou a ser colocada na maca para seguir para o hospital, mas não houve tempo. “Quando já estava na maca, pedi licença para a mãe e vi que a criança estava coroando (nascendo). Corremos para uma das salas daqui e juntou uma equipe para fazer o parto”, disse a técnica em enfermagem Ana Paula Biasotto. “Foi emocionante porque não estamos acostumados com esse tipo de trabalho aqui”.
A equipe e familiares ficaram muito apreensivos durante o parto. Tiveram medo porque ela demorou a chorar. “Na hora que nasceu, ele não chorou. A equipe levou ele para a urgência para ser aspirado e foi todo mundo junto de novo e ficou em volta dele. Aí ele chorou. E eu também já chorei muito com essa história”, disse a auxiliar de saúde Lunalva Barbosa, que trabalha na recepção do pronto-socorro e acompanhou o nascimento.
A médica clínica-geral Roberta Figueiredo trabalha há um ano e três meses no pronto-socorro e está acostumada a atender pacientes em diversas situações de urgência. Mas considerou a situação surpreendente. “Ficamos muito felizes.” O nenê nasceu com 2,3 quilos e estava internado na pediatria em observação e poderia, pela prematuridade, ser transferido para UTI da Santa Casa. A mãe passa bem.
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