Lourenço morreu em Roma por volta do ano 258, durante a perseguição de Valeriano. Foi um dos sete diáconos de Roma, nomeados pelo papa Sixto II. O prefeito de Roma ordenou que ele entregasse o tesouro da Igreja. Ele pediu que lhe dessem três dias para recolher o tesouro e entregá-lo. Reuniu então os pobres, os doentes, os desvalidos e os apresentou ao prefeito, dizendo que ali estava o tesouro da Igreja. Isso selou a sua sentença de morte: foi lançado vivo numa grelha ardente. Desde o século IV, S. Lourenço foi venerado como um dos mais famosos mártires da Igreja dos primeiros séculos. É o patrono dos catecúmenos e tem como emblema uma grelha, alusão a seu instrumento de suplício.
Oração
Do amor a si mesmo
Deus, nosso Pai, não permitais que andemos por aí perdidos em falsos encantados. Vagando em sonhos e plantando miragens, esquecidos do presente, e de nós mesmos totalmente ausentes: “é ilusão, é ilusão. Tudo é ilusão. A gente gasta a vida trabalhando, se esforçando e afinal que vantagem leva em tudo isso”?(Cf. Ecl.1,2ss.). Dai-nos humildade e sabedoria para ver cada coisa como realmente é, sem ilusões, desarmados, desencantados, despidos de máscaras, isento de arrogâncias. Enfrentemos nossos medos, superemos o desafio de nossa vida, sabidos de que é única, irrepetível, sagrada. Firmemos nossos passos na certeza de que vós, Deus Eterno, combateis a nossa favor e até que sejamos salvos podeis fazer o sol ficar parado e a lua, sem se mover no céu (cf. Js 10,13ss). Busquemos no amor a medicina que sara nossos males. E amemos primeiramente, não o outro, mas a nós mesmos, pois quem pouco se ama também pouco amará o outro e por ele se fará amado. Aceitemo-nos em nossas fraquezas e limitações, em nossas qualidades e vontade de aceitar. Vós nos fizestes, e continuamente somos refeitos à vossa imagem e semelhança: criaturas de luz, animadas pelo sopro divino e aquecidas pela chama do vosso amor que nos faz superar toda aflição e toda angústia. Amor que dá sentido aos nossos gemidos e corrige nossos desacertos. Amor que é princípio, meio e termo de nossa caminhada.
Os Cinco Minutos dos Santos/J.Alves
São Paulo, Editora Ave-Maria.
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