Furtos e violência


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Não faz muito tempo, era possível afirmar que Franca era bastante tranquila, uma cidade típica do interior, sem aqueles problemas característicos das grandes metrópoles, sobretudo no que diz respeito à segurança de suas famílias. Nos últimos anos, porém, essa situação parece estar mudando. E de forma cada vez mais rápida.

Talvez seja o preço a pagar pelo crescimento que a cidade experimentou nas últimas décadas, o que a tornou um importante centro regional e fez crescer ainda mais sua economia. Ao trazer para seus habitantes o que há de melhor de nosso sistema econômico, esse crescimento talvez tenha trazido também o que há de pior na esfera social que geralmente o acompanha.

Para além de problemas no trânsito, no transporte coletivo e em vários outros setores, com certeza é na segurança que se concentra a principal angústia dos francanos nos dias de hoje, o que pode ser ratificado pela repercussão diária que o Comércio tem trazido em suas páginas, uma cobertura que se não é a mais agradável, nem a mais desejável, é com certeza a mais recomendada pelo bom jornalismo, já que cabe à imprensa repercutir todos os fatos que impactam o todo social, sejam eles positivos ou negativos.

E os problemas parecem se multiplicar. Se já não bastasse o aumento de roubos e furtos em torno de 25% nos primeiros seis meses desse ano, como mostra reportagem do dia 29/07 nesta folha, uma nova reportagem veiculada nesse último domingo, 05/06, mostra que os bairros novos, principalmente aqueles situados na zona oeste da cidade, estão sendo vítimas constantes de furtos, principalmente durante o dia, quando os moradores saem de suas casas.

Dentro desse contexto, é possível depreender que os cidadãos estão se tornando prisioneiros dentro de suas próprias residências, já que uma rápida saída pode significar a perda instantânea dos pertences duramente conquistados.

E para piorar um pouco mais a situação, parece que os bandidos não estão respeitando nem mais o domingo, como mostra reportagem publicada por este Comércio na terça-feira, 07/08. Se as pessoas já não conseguem sair de suas casas, também está se tornando arriscado ficar em casa ou em estabelecimentos comerciais, pois dois violentos assaltos acabaram com o domingo tranquilo de cinco pessoas, que infelizmente acabaram baleadas e agredidas nesses ambientes.A despeito do empenho das polícias Civil e Militar, talvez esteja na hora de toda a sociedade parar por um momento e tentar refletir sobre novas formas de se combater essa crescente violência. Da forma em que está, generalizando-se por toda a cidade, em qualquer horário ou dia da semana, em breve teremos que viver em casamatas, escondidos de todos e de tudo.

Nesse sentido, é bom pensarmos em uma nova estratégia de ação, porque os dados mostram que a atual não está dando certo.

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