O mototaxista Willian Luís Domingos, 29, que morava na Vila Santa Cruz, foi morto a tiros na noite de ontem, no cruzamento das ruas Maria Caprara Archetti com Cesário João Careta, no Jardim Ângela Rosa. O homicídio aconteceu próximo a um bar. A vítima apresentava quatro perfurações - duas nas costas, uma no peito e uma no braço. A família acredita que a motivação do crime seja uma briga familiar. Domingos já tinha passagens pela polícia e foi preso acusado de assassinato. No Jardim Brasilândia, outro homem foi baleado na noite de ontem.
O crime aconteceu por volta das 21h30. Várias pessoas ligaram para o 190 para comunicar que haviam escutado tiros. Um carro da polícia foi mandado ao local e constatou a tragédia. “Vimos que o mesmo estava sem vida. Aparentemente com quatro perfurações provenientes de tiros. De antemão, populares foram indagados, porém ninguém viu. Não sabem quem foi e se há veículo ou pessoa envolvida”, disse o cabo Anderson Oliveira, da Polícia Militar.
Com a chegada da polícia, moradores que se assustaram com os barulhos de tiros saíram para ver o que acontecia. O bar, que estava aberto, fechou. O contador aposentado SGR, 68, que mora na esquina em frente à cena do crime, teve seu descanso interrompido e reforça que ninguém viu nada. “Eu só ouvi quatro estampidos, somente isso. Achei até que eram bombinhas. Eu ia dormir, já estava deitado. Ficamos assustados com isso, nunca aconteceu aqui. Ninguém viu nada, apesar que o bar estava cheio, tinha gente na calçada, mas disseram que não viram nada”, contou o aposentado.
Policiais civis e a Polícia Científica foram até o local. Através de pesquisa minuciosa, foram confirmadas as quatro perfurações. Na cintura da vítima, foi encontrada uma faca. Uma bala de calibre 38, intacta, estava ao lado do corpo. Os trabalhos de investigação serão iniciados no setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). “Até o presente momento está muito nebuloso, a polícia ainda está na fase de fazer perguntas, para em um segundo momento efetuar as respostas”, finalizou Clóvis Rodrigues da Costa, delegado plantonista na noite de ontem.
SUSPEITA
Familiares acreditam que a motivação do crime seja uma rixa familiar. De acordo com o sapateiro aposentado João Silveira da Silva, 54, morador no Jardim Ângela Rosa e tio da vítima, o mototaxista era casado há dez anos. Com a mulher, teve um filho. Porém, nos últimos três anos, eles brigavam demais, inclusive com agressões. Por isso, Domingos estava jurado de morte. Ainda segundo o tio, o assassinado provavelmente estava no bar, onde frequentava sempre. “Segundo a irmã dele, o motivo é briga familiar. Ele vivia brigando com a mulher. O que sabemos era isso. Inclusive eles já tinham separado”, limitou-se a dizer.
O mototaxista foi preso, segundo familiares, foi acusado de homicídio há aproximadamente dez anos. Os parentes não dão maiores detalhes, mas afirmam que Domingos cumpriu pena e que não acreditam que o fato tenha ligação com a morte. O corpo de Willian está sendo velado na sala 5 do São Vicente de Paula. O sepultamento será às 16 horas no hoje, no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária São Francisco.

Willian Luís Domingos, 29 anos, foi morto a tiros no Jd. Ângela Rosa
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