Uma história secular


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Cavalhadas da Franca reúnem milhares de pessoas para a ‘guerra’ entre mouros e cristãos
Cavalhadas da Franca reúnem milhares de pessoas para a ‘guerra’ entre mouros e cristãos

A encenação de um fato histórico - a Guerra da Reconquista, que foi uma luta travada entre cristãos e mouros na Idade Média, em Portugal - por 27 atores-cavaleiros atraiu a comunidade francana ao Parque de Exposições “Fernando Costa”, no último fim de semana. A tradicional Cavalhadas da Franca começou no sábado e estendeu-se até a tarde do domingo.

Armados de lanças e espadas, os cavaleiros cristãos (vestidos de azul) e os cavaleiros mouros (com roupas vermelhas) lutaram em virtude das questões territoriais e religiosas. A monarquia portuguesa retomou a Península Ibérica, região que foi dominada pelos muçulmanos durante oito séculos. Reis, príncipes, princesa e embaixadores representaram a nobreza.

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O desfecho da batalha foi a vitória dos cristãos, a prisão dos mouros e sua conversão ao cristianismo. O evento, que tem quase 180 anos de história de apresentações em Franca, neste ano foi contado por um grupo de quase 80 pessoas, entre atores, ajudantes e organizadores, que deram um show de belas imagens. As Cavalhadas chamaram a atenção dos francanos e, segundo os organizadores, mais de quatro mil pessoas prestigiaram os dois dias de apresentações.

Apesar de ainda garota, Bruna Martins Anawate, 12, não sabe precisar a quantas Cavalhadas já assistiu. “Desde bem pequena eu participo. Minha família tem essa tradição”, disse a estudante. Ela se prepara para interpretar, em 2015, a princesa moura Floripes, que se converte ao cristianismo por amor ao príncipe, seu ex-inimigo.

Ao final do evento, membros do Clube dos Cavaleiros de Franca demonstraram suas habilidades no torneio de Cabecinhas e Argolinhas. Em recompensa, os familiares enfeitaram suas lanças com fitas de diversas cores.

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