A direção da Santa Casa de Franca descartou ontem a ameaça de paralisar os atendimentos por falta de materiais básicos. O risco existia até a última sexta-feira, dia 3, quando o prefeito Sidnei Rocha (PSDB), ao ter conhecimento da situação, conseguiu a liberação de R$ 819 mil do Governo do Estado de São Paulo e anunciou que destinará R$ 2 milhões para o hospital.
A intervenção de Sidnei Rocha aconteceu após o presidente da Fundação Santa Casa, Luís Aurélio Prior, agendar uma reunião para expor os problemas da instituição. A baixa no estoque de materiais, como sondas, agulhas, luvas e esparadrapo, motivou o encontro. “Havia o risco real de paralisação por falta de material básico, então resolvi ajudar e conversei com o governador (Geraldo Alckmin)”, disse o prefeito em entrevista.
Diante do quadro de desabastecimento do hospital, o prefeito conseguiu que o governador do Estado liberasse para a Santa Casa de Franca R$ 819 mil referentes a repasses atrasados do Programa Pró-Santas Casas. O valor foi depositado no caixa do hospital ontem.
Na mesma oportunidade, Rocha anunciou que a Prefeitura dará uma contrapartida emergencial de R$ 2 milhões. O projeto para liberação da verba, em quatro parcelas de R$ 500 mil, foi enviado para a Câmara e deve entrar na pauta de votação de hoje. “Encaminhei o projeto para a Câmara Municipal com pedido de urgência para que a Santa Casa tenha condições de continuar prestando o atendimento”, disse o prefeito. Ainda segundo ele, a ajuda irá colaborar para o restabelecimento do estoque mínimo de materiais, porém são necessárias mais ações. “O pagamento baixo do SUS para atendimentos de alta complexidade faz com que a Santa Casa trabalhe com déficit, com isso temos que fazer um trabalho para ajudar, mas o hospital também precisa ter um plano de corte de gastos para sobreviver.”
Para Luís Prior, a ajuda chega em boa hora, porém, não soluciona o déficit na ordem de R$ 2,4 milhões que a Santa Casa tem todos os meses. “O prefeito resolveu ajudar e com isso conseguimos adiar o problema. Estávamos próximos de ficar sem material básico de atendimento e também sem medicamentos.”
Segundo Prior, a Santa Casa aguarda agora uma resposta da Secretaria Estadual de Saúde sobre a consultoria realizada no hospital entre maio e junho deste ano. O levantamento, de acordo com Prior, foi realizado por uma empresa terceirizada e constatou que falta para Santa Casa um respaldo de R$ 2,4 milhões mensais. “Sem essa ajuda, não conseguimos manter o pagamento dos fornecedores e chegará um ponto que não será mais possível realizar novos atendimentos. Então, estamos fazendo o alerta.”
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