Notícias de Franca


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O jornalismo é um bom termômetro do mundo e do país em que vivemos. De forma geral, ele existe para repercutir os acontecimentos que impactam o nosso cotidiano, as mudanças comportamentais, o jogo político e as transformações econômicas que influenciam a vida e as decisões das pessoas. Em suas páginas, o cotidiano se explicita de forma nítida, deixando entrever os problemas atuais e as tendências que nos encaminham para o futuro.

Nesse sentido, o jornal se torna importante instrumento que permite uma reflexão mais profunda sobre a sociedade que estamos construindo e que diariamente é retratada pelos acontecimentos ali narrados e publicados.

Para se ter uma idéia desse importante papel desempenhado pelo jornalismo, no último domingo, 29/07, o Comércio trouxe duas reportagens que são bastante elucidativas em relação à realidade que vivenciamos em nossa cidade, suas mazelas e suas sutilezas.

A primeira matéria nos informava que no primeiro semestre de 2012 o número de assaltos em Franca havia crescido 25% em comparação com o mesmo período do ano passado, o que significava uma média de 3 roubos por dia. Em termos mais concretos, é possível deduzir que no mínimo três pessoas ou três famílias são lesadas diariamente pelas ações de bandidos que parecem estar cada vez mais ousados e perigosos.

A segunda mostrava claramente a insatisfação das pessoas diante da enorme fila de espera que precisavam enfrentar para conseguirem ser atendidas no Núcleo de Gestão Assistencial, o setor da saúde pública municipal responsável pelos atendimentos especializados. Com uma foto para lá de expressiva, era possível perceber todo o constrangimento a que são submetidos os cidadãos francanos, que deveriam ter acesso a um atendimento de saúde de qualidade, como assegura a Constituição do país.

Obviamente, essas duas matérias não trouxeram nenhuma novidade. Como todos sabem, saúde e segurança são problemas históricos de nossa sociedade e cada vez mais desafiadores no momento atual, o que os faz frequentarem regularmente o noticiário local.

O que é interessante, porém, é que ao invés de nos revoltarmos com a constante repetição desses acontecimentos nas ruas de nossa cidade e nas páginas de nossos jornais, parece que estamos nos acostumando a eles. Enquanto cidadãos, parece que estamos um pouco resignados. Não esboçamos nenhuma reação como agentes políticos que naturalmente somos e deixamos de forma um tanto irresponsável o ônus de todos esses problemas nas costas apenas de nossas autoridades, como se não fôssemos também responsáveis pelo nosso destino e por tudo o que está acontecendo.

Já está na hora de começar a reagir. E as eleições são um bom momento para isso.

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