15 seguranças armados são contratados para o Fórum


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Vigias de empresa contratada guardam a entrada do Fórum, na rua Marrey Júnior
Vigias de empresa contratada guardam a entrada do Fórum, na rua Marrey Júnior

O Fórum de Franca recebeu um grande reforço na segurança. Desde ontem, 15 guardas armados estão trabalhando para garantir a tranquilidade no local. O serviço prestado por uma empresa privada foi contratado através de licitação. A vigilância é feita por 10 profissionais durante o dia e cinco à noite. Além disso, cerca de 20 câmeras serão instaladas no prédio. As medidas fazem parte de uma série de investimentos em segurança nos Fóruns do Estado patrocinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

“O número de vigias não foi aleatório. Foi feito um estudo de acordo com a necessidade de cada Fórum, levando em conta fatores como a estrutura do prédio e o número de pessoas que passam pelos locais diariamente. Em Franca, são 2.500 em média”, disse a diretora do Fórum, a juíza Julieta Passeri de Souza. Os vigilantes passaram a exercer as funções na portaria. Os porteiros atuais, que não possuem treinamento em segurança, serão realocados para outras alas do Fórum.

O investimento em segurança foi decidido em abril pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, e atinge todas as Comarcas do Estado. O cronograma prevê três etapas, a partir dos maiores Fóruns. Franca foi contemplada na primeira delas, que também atinge outros 38 Fóruns, como os de Ribeirão Preto, Araraquara e São Carlos.

O reforço na segurança também atinge o trânsito nos arredores do Fórum de Franca. Não é mais permitido estacionar entre as ruas General Carneiro (a partir da avenida Major Nicácio) e Dr. Marrey Júnior (a partir da avenida Alonso y Alonso) até a rua Francisco Jorge. “A sinalização, que se apaga com o tempo, também foi refeita nas ruas próximas do Fórum”, explica o secretário municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli.

De acordo a juíza Julieta, as únicas vagas de estacionamento que devem ser abertas perto do Fórum serão destinadas a idosos e deficientes físicos. Mas, para isso, é preciso realizar uma triagem para detectar o número de interessados nas vagas. Para ter acesso a elas, será necessário estar credenciado na Secretaria de Segurança e Cidadania. Ainda não há previsão para a disponibilização das vagas.

O Fórum vai manter algumas medidas de segurança antigas, como a presença de dois policiais militares no local, a identificação pessoal biométrica (por impressões digitais) de funcionários e um detector de metais, que atualmente está com defeito, mas o processo de verificação de verba para o conserto já começou. As comarcas que não possuírem os detectores de metais vão recebê-los, também inclusos nos pacotes de segurança.

A diretora do Fórum destacou que incidentes como o atentado ao Fórum de Rio Claro em janeiro deste ano, que feriu dois funcionários, e o de São José dos Campos, onde um homem matou um advogado no último dia 18, não estão relacionados às medidas de segurança. “O presidente atual do Tribunal de Justiça de São Paulo, o desembargador Ivan Sartori, é muito preocupado com a questão da segurança. A gestão anterior havia repassado R$ 25 milhões por ano para gastos com segurança em todos os Fóruns; a de Sartori reservou R$ 60 milhões para o mesmo fim.”

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