Cacos de vidro espalhados pela pista indicam que batidas aconteceram no cruzamento. Cortar a avenida Major Nicácio pela rua Nabi Haber tornou-se um desafio de alto risco para motoristas e pedestres. Carros em alta velocidade, visão prejudicada, nenhuma sinalização. Esta combinação explosiva provocou pelo menos três acidentes na última semana. Se não houve morte, os prejuízos foram grandes. “Se eles não fecharem a rua, ainda vai matar muita gente aqui.”
A afirmação é do carpinteiro Antônio Francisco de Melo, que trabalha na construção de um prédio que está sendo erguido nas proximidades. O tapume que cerca as obras de fundação do viaduto invade a metade da pista da Major Nicácio e termina na esquina da Nabi Haber, altura da sede da OAB e da Faculdade de Direito.
O tablado impede a visão de motoristas, transformando o cruzamento em um ponto cego. A faixa que deveria ser destinada aos pedestres está quase apagada. Poucos se aventuram a passar por ela. A calçada rebaixada para ser usada por deficientes ficou escondida atrás do tapume. “O pessoal vem pela rua e não enxerga nada. Eles são obrigados a parar no meio da avenida para ver se dá para passar. Na semana passada, um motoqueiro caiu aqui e eu tive de parar o trânsito para ninguém passar em cima dele”, contou o marceneiro.
Na manhã de sábado, a sorte evitou que uma tragédia acontecesse no local. Um Fiesta que seguia pela avenida Major Nicácio, sentido Santa Cruz-Centro, teve a frente cortada por outro carro do mesmo modelo. Um dos carros capotou e foi parar no meio da pista. Havia uma criança de três anos no interior. Apesar do susto, ninguém se machucou. Os estragos deixados nas latarias sinalizam que o prejuízo material foi grande. Segundo testemunhas, a falta de visibilidade teria sido a causa do acidente.
Vizinhos dizem que não são casos isolados e temem pelo aumento das batidas quando terminarem as férias escolares. “O dia inteiro a gente escuta cantada de pneu e vê um fechando o outro. Não fica ninguém da Prefeitura nem da polícia para orientar. É preciso fazer alguma coisa antes que acabe morrendo gente aqui”, alerta o servente Romildo Prado, que também trabalha nas proximidades.
OUTRO LADO
O secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, responsável pelo Setor de Trânsito do município, prometeu fazer uma vistoria no local e tomar providências para evitar acidentes. Dividiu a responsabilidade com os motoristas. “Vamos checar o que pode ser feito, mas a gente pede compreensão. Ali é um local de pouca velocidade. O pessoal precisa andar com menos velocidade e mais atenção.” Buranelli disse que vai pedir ao Pelotão de Trânsito da Polícia Militar que intensifique a fiscalização no local. No âmbito da Prefeitura, garantiu que irá estudar a melhor alternativa de sinalização. “O que for necessário, nós vamos fazer.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.