Pois é, está chegando. Não vamos citar as chateações que despertam junto com a volta das atividades escolares. Mas, relaxe pois também não é nosso objetivo falar da importância do estudo para sua vida. Isso seus pais já devem ter lhe contado, pelo menos, algumas vezes na semana que passou.
O assunto tratado aqui acontece com muita frequência, principalmente nos estudantes do período diurno, que precisam acordar cedo e, quando chegam as férias, gostam de compensar. Dormir só de madrugada e levantar depois da hora do almoço. Normal. Isso não fere ninguém, até chegar o momento de voltar aquela “velha” rotina, é claro.
Aí, meu amigo, se correr o bicho pega e se pegar o bicho come. São dias dormindo apenas algumas horinhas que servem mais para dar mais sono do que para recarregar a energia. Isso resulta em uma versão escolar da série The Walkig Dead, como se grande parte fosse zumbis em plena aula. Porém, seu corpo sofre mais com essas mudanças do que ele aparenta. Então, aproveite essas poucas horas de férias para colocar seu relógio biológico em dia e assim deixar a tarefa de voltar à escola menos torturante.
Antes de mais nada, é preciso dizer que o termo relógio biológico é apenas uma metáfora. Ele se refere a uma parte do cérebro responsável pelo controle dos ritmos biológicos, também chamados de circadianos. É ele quem regula os horários de dormir, acordar comer, ir ao banheiro, além de ser responsável pela produção de hormônios como a melatonina, o cortisol e o hormônio do crescimento. Tudo em seu devido horário. E, graças as férias, tudo isso está um caos. Principalmente quando o despertador toca às 6 horas da manhã.
“Mudanças bruscas em pouco tempo resultam em noites mal dormidas. Isso afeta a produção de hormônios vitais e até mesmo o apetite fica ‘louco’, porque o período que a pessoa costuma se alimentar durante as férias costuma ser diferente do que ela segue normalmente”, explica o fisiologista Alessandro Araújo.
Na questão dos hormônios, o principal afetado, neste caso da troca de horários, é o cortisol. “Este hormônio está ligado ao sistema emocional, além de afetar o metabolismo e o sistema imunológico. Em um indivíduo saudável, a produção do cortisol tem seu pico entre às 6 e 8 horas, diminuindo de maneira gradual ao longo do dia. Ao mudar o padrão de sono, os níveis deste hormônio também se alteram”, afirma o especialista. Essa falta de sincronia do relógio biológico pode culminar em uma queda acentuada no rendimento físico e mental, insônia e alteração no humor.
ENCONTRE A LUZ
A boa notícia é que é possível regular rapidamente seus horários, mas é preciso sofrer. “O ideal é que esta pessoa se sujeite a uma grande quantidade de luz assim que o Sol nascer. Assim, o organismo vai entender, com a rotina, que aquela é a hora certa para começar a funcionar plenamente”, afirma Araújo. “Praticar exercícios físicos de manhã é o ideal. Porém, existem outras alternativas, como se expor a uma grande quantidade de luz artificial lendo um jornal pela manhã, por exemplo”.
Outra dica. Tente relaxar quando estiver se preparando para dormir. Evite fazer ginástica ou jogar vídeo games, por exemplo, pois estas atividades estimulam a produção de adrenalina e impedem que o sono venha com mais facilidade. “Ler um bom livro é o mais indicado”, aconselha o especialista. Pronto. Em pouco tempo tudo voltará ao normal.
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