O número de roubos, no primeiro semestre em Franca, cresceu 25% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados assustam, ainda mais se comparados com a média do Estado de São Paulo, que registrou uma alta de 9%, segundo estatística divulgada na semana passada pela Secretaria de Segurança Pública.
Em Franca, de janeiro a junho, foram registrados 480 assaltos a mão armada ou com uso de violência e ameaça. A média é de quase três roubos por dia. Em 2010, foram 384 crimes desse tipo. A Polícia Civil investiga os casos nos distritos policiais e em suas unidades especializadas, e diz que a maioria dos criminosos foi presa (leia mais nesta página).
Nas estatísticas estão incluídos roubos em residências, comércios, postos de combustíveis e de veículos. Segundo os dados da Secretaria, o roubo de veículos teve 28 ocorrências no período.
O delegado-adjunto da Seccional de Franca, Wanir José da Silveira, afirmou que um aumento de 25% é considerado grande para uma cidade como Franca. “A gente vê com muita preocupação e já estamos com nossa inteligência trabalhando para resolver e diminuir os casos.”
E, no início deste segundo semestre, também ocorreram muitos roubos. Na noite da última sexta-feira, por exemplo, a vítima foi um químico que saía de casa e foi rendido por bandidos armados (leia texto abaixo).
No último dia 18, outro crime do tipo movimentou a polícia. Dois bandidos armados com revólveres roubaram o marceneiro MBC, 58, em frente à empresa dele no Jardim Alvorada, e o fizeram refém por meia hora. Segundo a polícia, os bandidos libertaram a vítima em uma rotatória, próximo à Vila Hípica, e abandonaram o carro, um Palio preto, em um cafezal nos fundos do Jardim Santa Bárbara. Até agora, ninguém foi preso.
“Foi na porta da minha empresa. Um menor ficou na frente com uma arma, o outro já mandou eu passar para o banco do passageiro. Entrou, dirigiu o carro, deu a volta pela cidade inteira”, contou a vítima.
MBC disse que conseguiu se manter calmo durante o assalto, mas já no 4º Distrito Policial, quando registrava um boletim de ocorrência de roubo, começou a tremer. “Eles estavam nervosos. Depois que me liberaram, bateu o nervosismo e caiu minha ficha”, finalizou o marceneiro que, por sorte, não foi agredido pelos bandidos. Os ladrões levaram o celular dele e uma pequena quantia em dinheiro.
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