As escolas municipais, estaduais e particulares de Franca se preparam para receber os 95 mil alunos na próxima quarta-feira, início do segundo semestre do ano letivo. São cerca de 20 mil estudantes de ensino infantil e fundamental da rede municipal, 40 mil de ensino fundamental e médio na estadual e o restante nos três níveis nas escolas particulares. Na rede municipal, oito unidades estão finalizando reformas com custo estimado de R$ 6,7 milhões.
No Jardim São Luiz, a escola “Luzinete Cortez Balieiro”, por exemplo, recebeu R$ 1,04 milhão para a construção de novas salas, instalação de grades internas e muro, além de melhorias na quadra de esportes.
Na região Sul, a escola “Fausto Alexandre Teodoro” esta passando por uma reforma de R$ 528,6 mil para resolver problemas de acessibilidade. A unidade “Frei Lauro de Carvalho Borges”, no Jardim do Éden, está investindo R$ 1,1 milhão em pintura, cercamento com muro, instalação de rampas de acesso a cadeirantes e construção de novas salas de aula.
No Parque Vicente Leporace, também está sendo feita uma obra de R$ 976 mil na escola “Maria Brizabela Bruxellas”, que vai ganhar mais quatro salas, além de nova pintura e pisos. No Jardim Aviação, a “Paulo Freire” recebeu R$ 533 mil para ampliação e manutenção predial. Entre as principais modificações está um novo espaço para a biblioteca e o fechamento com muro.
No Residencial Júlio D Elia, a escola “Etelgina de Fátima Viveiros” ganhou um novo laboratório e outras instalações voltadas à pesquisa de alunos e educadores. As obras não estão concluídas em todas as escolas, mas, segundo a Secretaria de Educação, não haverá prejuízo aos alunos.
UNIVERSIDADES
Também voltam às aulas nesta semana os 18.380 universitários, divididos em cinco instituições de Franca. O estudante de medicina Ricardo Andreassa Veroneze, 24, que mora em Iacri/SP e estuda na UniFran, disse que já se prepara para voltar à estressante rotina de estudos e concentração. “Eu sei que o segundo semestre será pesado. Por isso eu tenho descansado bastante, curtindo família e amigos. Como eu moro meio longe de Franca [425 km] e não sei quando poderei voltar para casa novamente, estou aproveitando ao máximo este mês de férias.”
Ricardo admite que não fez o “dever de casa” durante o mês de férias. “Até trouxe alguns livros para estudar em casa, mas deixei eles de lado completamente [risos]. Um dia ou outro até peguei para ler alguma coisa que não havia compreendido muito bem durante o primeiro semestre, mas foi muito pouco.”
Segundo a psicóloga clínica e especialista em análise do comportamento Marluce Fagundes Carvalho, os alunos mais novos não sofrem tanto com o retorno. Ao contrário, alguns chegam a contar nos dedos os dias para a volta às aulas. Isso porque ficam entediados em ficar tanto tempo em casa junto de adultos. “As crianças, quando em aulas, têm na escola o espaço para interagirem com outras crianças, brincarem e se cansarem”, disse.
Para alguns setores da economia, a volta às aulas é sinônimo de lucro. As papelarias, por exemplo, investem alto nos mostruários e promoções para chamar a atenção de consumidores. “É um período que nós preparamos a loja para receber um grande número de pedidos de escolas e estudantes. Damos enfoque para os expositores de cadernos e materiais de primeira necessidade nas listas de pedidos, como lápis, canetas, colas e fichários”, disse o gerente de papelaria Kalunga, Leandro Aparecido Goulart.
Segundo ele, a data é a segunda melhor do ano para o setor, perdendo apenas para o início do ano letivo. “O aumento nas vendas varia de 30% a 40% nesta época do ano.”
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