A cozinheira Onofra Leopoldino, moradora da Vila Raycos, esperou mais de quatro horas por atendimento no NGA na última quinta-feira. Acompanhe os passos dela:
4h45: Onofra acorda para pegar um ônibus e chegar ao NGA para consulta com neurologista às 7h.
5h10: Onofra é a primeira a chegar o local, mas, apenas dez minutos depois, já tem companhia: a sapateira Maria Inês Caldeira, que vai se consultar no setor de urologia. Inês reclama que as consultas são sempre muito rápidas e incompletas, às vezes de apenas um minuto. “O médico dá uma benzida e pronto.”
6h10: fila já tem por volta de 20 pessoas. “A fila é feia, sim. Já vi muita gente brigando aqui porque quer ser atendida primeiro. Além disso, não tem bancos para todos.”
7h: NGA abre as portas. Onofra entra e vai para as salas de espera, onde será definida a ordem das consultas.
7h45: O médico de Onofra chega, mas ela sabe que ainda vai esperar muito.
9h15: Ela é atendida. Fica na sala sete minutos. Sai com uma receita e um encaminhamento para um dermatologista.
9h35: Ela deixa o NGA, depois de enfrentar uma terceira fila para pegar o remédio. À tarde, teria que voltar para marcar consulta com o dermatologista.
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