Empresas deixam de repassar serviços para cadeia feminina


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 Detento do CDP de Franca trabalha na fabricação de calçados
Detento do CDP de Franca trabalha na fabricação de calçados

As presas da cadeia feminina do Jardim Guanabara, antigo cadeião de Franca, também trabalhavam, mas as encomendas acabaram suspensas neste ano. O único trabalho desenvolvido atualmente pelas mulheres é do de atividades manuais. As famílias levam materiais nos dias da visita para que as presas façam bordados e tapetes de barbante. As peças prontas são levadas na semana seguinte pelos parentes e vendidas à comunidade. Elas não têm salário, mas como a atividade se configura como trabalho, as detentas também têm o benefício de redução de um dia na pena a cada três trabalhados.

Até o ano passado, as mulheres eram contratadas para costurar sapatos masculinos, enrolar cigarros de palha e montar sacolas de papelão por bancas de pesponto e empresas de cidades da região. Em reportagem publicada pelo Comércio em abril do ano passado, algumas detentas declararam ganhar até R$ 500 com essas atividades. Mas, segundo o carcereiro chefe Donizeti de Fátima Camilo, os trabalhos “minguaram” e elas agora têm se dedicado somente aos tapetes. Das 136 presas, 20 trabalham atualmente.

“Não aparecem mais calçados para elas costurarem. Questionamos a empresa de cigarros e sacolas e nos disseram que as presas não estavam tendo a produção esperada”, disse Donizeti. A reportagem tentou, mas não conseguiu ouvir as empresas.

O carcereiro ressaltou que a cadeia está aberta para receber empresas interessadas em contratar a mão-de-obra das detentas. “É importante esse tipo de iniciativa porque as detentas se mantêm ocupadas, pensam menos bobeiras e o tempo passa mais rápido.”
 

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