O sonho de adquirir a casa própria ficou mais próximo da realidade para famílias com renda de até três salários mínimos graças ao programa Casa Paulista, lançado em setembro do ano passado pelo governador Geraldo Alckmin. Antes as famílias recorriam apenas ao subsídio do Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, no valor de até R$ 17 mil (sem ressarcimento). Agora, podem aumentar esse montante com o Casa Paulista com subsídio que varia de R$ 3,1 mil a R$ 34,5 mil.
“O Casa Paulista veio para facilitar principalmente para quem tem uma renda muito baixa e não conseguia comprar um imóvel. Além do subsídio do governo federal, as pessoas estão recorrendo também ao programa estadual”, disse a supervisora de vendas da ADP Construtora, Eliete Valenta.
O público atendido pelo Casa Paulista varia de acordo com o programa. Um deles é a partir da parceria firmada entre o governo estadual e federal pelo Minha Casa, Minha Vida, cujo valor unitário do imóvel é de até R$ 85 mil. Neste caso, o aporte complementar da Casa Paulista é de até R$ 20 mil por unidade. A solicitação é feita ao Banco do Brasil ou à Caixa Econômica Federal, que contratam a empresa que se responsabilizará pela obra dos imóveis. A seleção das famílias é feita pelo município.
Também podem recorrer ao Casa Paulista servidores públicos estaduais, com renda de até R$ 3,1 mil, que solicitam o crédito diretamente no banco. O subsídio varia de R$ 3,1 mil a R$ 34,5 mil. “Além do subsídio do governo federal - que pode chegar a R$ 17 mil -, as pessoas estão recorrendo também ao programa estadual.
Para se ter uma ideia, uma pessoa com uma renda de R$ 1 mil consegue o subsídio máximo do Minha Casa, Minha Vida de R$ 27 mil pelo Casa Paulista. O restante ela pega de empréstimo”, disse Eliete Valenta, que atualmente está com três clientes que ingressaram com o pedido e aguardam a análise. “Antes uma família com uma renda de R$ 900 dificilmente conseguiria comprar uma casa de mais de R$ 50 mil. Com estes dois subsídios agora é possível.”
Os municípios que enfrentam problemas com déficit habitacional também estão firmando convênios com o governo estadual. A administração entra com o terreno e o Casa Paulista libera subsídio para as obras no valor de até R$ 10 mil por lote. É o caso de Restinga, que assinou contrato para a construção de 165 casas com dois e três dormitórios. “As obras já começaram e a previsão de conclusão é de 24 meses. Sem essa parceria, o município não teria condições de construir os imóveis”, disse o secretário de Administração, Ronaldo Moreira da Silva.
Outra forma de recorrer ao subsídio é ser proprietário de um lote e não ter recursos suficientes para a obra. O apoio extra pode chegar a R$ 6 mil (por terreno). Para tanto, é necessário haver adesão prévia ao programa do município, que terá que se comprometer em dar apoio técnico às famílias durante a construção.
SERVIÇOS
Mais informações sobre o programa podem ser obtidas pelo site www.casapaulista.sp.gov.br
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