Escuta o pulsar da vida,
Rompendo a carne fresca da aurora
E se abrindo à luz.
Vê o azul ainda refletindo estrelas
(porque existe um esplendor de água clara
no brotar da vida).
Percebe o tempo, que vai depressa,
De estrela a estrela, entre passos
De seda, aço e pó.
Sente agora o calor do sol a pino,
A iluminar o azul e a gretar,
Do dia, a pele.
Recolhe o frescor derramado sob as folhas
E nas águas, que deslizam e deslizam,
Livrando o corpo da mão ardente do tempo.
Nesta viagem, expostos ao vento e à correnteza,
Os ponteiros são céleres no caminho,
Rumo ao Oeste.
O crepúsculo se ergue presto no horizonte:
O sol escorre, o céu sangra, o sangue coagula...
E a noite já debruça o seu olhar sobre a vida.
Ah, tudo é superfície e limitações.
Como são traiçoeiros os olhos!
Como é ingênuo o coração!
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