Como que cambaleando no meu salto,
Vou tropeçando, tentando olhar pro alto,
Como uma criança de outrora,
Que tentava usar os sapatos de agora.
Porque um caminhar retilíneo e seguro,
Não nos deixa ver como a vida é bela,
Muitas vezes é num túnel longo e escuro,
Que entendemos a importância de uma pequena vela.
E toda aflição humana deixa de ser ruim,
Quando entendemos que será passageira,
Pois não há mal que nunca tem fim,
E não há bem que Deus não queira.
Portanto sejamos crianças cambaleantes,
Sem reclamar do Sol, da chuva ou da hora,
Porque a esperança não foi atingida,
Apesar dos males que libertou Pandora.
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