Pontos de descarte de entulhos viraram lixões espalhados


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O descarte de entulhos foi tema de uma decisão conjunta entre o Ministério Público, a Prefeitura de Franca e carroceiros em 2008. A solução encontrada foi a da instalação de Ecopontos.

Os locais só poderiam ser usados por 80 carroceiros cadastrados e receber exclusivamente materiais de construção. Mas, vistorias do Ministério Público em 2011 acusaram que a Prefeitura não havia cercado os pontos com alambrados nem disponibilizado caçambas para o armazenamento do lixo, como havia sido acordado. Sem nenhuma fiscalização ou dispositivos de segurança, os Ecopontos passaram a ser usados pela população, que até hoje descartam nessas áreas objetos diversos, como pneus e eletroeletrônicos. Os locais se transformaram em verdadeiros lixões dentro da cidade e foram fechados.

Os carroceiros, que subitamente se viram sem local para se livrar de materiais de construção, constituíram outro problema. Apesar de dois aterros particulares aceitarem os entulhos (o da Vila Raycos e outro entre o Miramontes e City Petrópolis), a quantidade de materiais despejados em terrenos baldios e outros locais proibidos aumentou e o trabalho da Secretaria de Serviços e Meio Ambiente, segundo o secretário Ismar Tavares, triplicou.

Em agosto, o fechamento dos 18 Ecopontos de Franca vai completar um ano.
 

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