Candidatura de Henrique Lopes é impugnada em Patrocínio Paulista


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Candidatura de Henrique Lopes, de Patrocínio, é impugnada pela Justiça

A história se repete quatro anos depois. O juiz eleitoral de Patrocínio Paulista, Fernando da Fonseca Gajardoni, deferiu pedidos feitos pelo Ministério Público e pelo PDT e impugnou o registro da candidatura a prefeito de Henrique Lopes (PMDB). É o primeiro caso de indeferimento na região. Henrique pode e vai recorrer. Problema semelhante o tirou da disputa em 2008.

O MP pediu a impugnação por entender que Henrique não atendeu aos requisitos de elegibilidade já que foi condenado por órgão judicial colegiado pelo cometimento de crime contra a administração pública e o patrimônio público, estando inelegível desde a condenação até o transcurso de oito anos após o cumprimento da pena. Já o PDT denunciou que o candidato teve suas contas rejeitadas de modo definitivo pela Câmara Municipal e TCE nos exercícios de 2003 e 2004 por irregularidades insanáveis que caracterizam ato doloso de improbidade administrativa.

O candidato é acusado de fazer dispensa indevida de licitação para perfuração, aquisição de máquina agrícola por valor notoriamente excessivo, abuso de autoridade e diversos vícios na execução orçamentária. Na avaliação da Justiça, as “graves e insanáveis” irregularidades são “decorrentes de condutas perpetradas com dolo ou má-fé e podem causar dano ao erário e enriquecimento ilícito”.

Enquanto a decisão não transitar em julgado, Henrique Lopes poderá manter a campanha na rua, inclusive com manutenção de seu nome na urna eletrônica. Mas a validade dos votos a ele atribuídos fica condicionada ao deferimento de seu registro de candidato pelo TSE. “Meus advogados já estão tomando as providências. O processo tem falhas. Quando aconteceu o problema na licitação, eu não estava no cargo. Era o vice. Nossa candidatura vai ser reconhecida como legítima pela Justiça”, disse Lopes.

PROSTÍBULO
Henrique foi prefeito de Patrocínio por duas vezes e colecionou polêmicas. Foi processado criminalmente pelo Ministério Público por ter deixado uma dívida de R$ 1 milhão para o sucessor no fim do seu mandato em 2004 e sem previsão de receita para cobrir o rombo. Para que o processo fosse suspenso, aceitou uma “troca” sugerida pela Justiça e foi proibido de frequentar bares, boates e casas de prostituição. A restrição é comum para casos como os de brigas de torcidas, discussões em bares e agressão, mas é rara para processos que tratam de finanças públicas. Segundo a lei, em crimes em que a pena mínima for igual ou inferior a um ano, o Ministério Público pode propor a suspensão do processo. Em 2008 se candidatou a prefeito, mas teve que ceder o lugar à mulher, Valéria Lopes. Ele não conseguiu uma liminar que garantiria o direito de se candidatar. O problema foram as contas rejeitadas. Valéria perdeu para Mauro Barcelos.

ALÍVIO
Terminou o prazo para o Ministério Público recorrer de decisão judicial que não acatou o pedido de impugnação da candidatura de Ubiali (PSB). Segundo o advogado Adauto Casanova, a decisão transitou em julgado e o médico não corre mais risco de ficar fora das eleições.

É HOJE
O GCN apresentará na tarde de hoje seu projeto de cobertura das eleições 2012. Durante encontro com políticos e representantes dos partidos que vão disputar as eleições, o jornalista Corrêa Neves Júnior vai revelar detalhes sobre as sabatinas, regras de debates, rodadas de pesquisas, cidades acompanhadas e período de circulação do caderno especial.

SEM RASTEIRA
Enquanto a campanha não decola, cenas inusitadas vão acontecendo nos bastidores políticos. Ontem, Ubiali (PSB) foi à Prefeitura e se reuniu a portas fechadas com Sidnei Rocha. Questionado pela coluna sobre o teor do encontro, o prefeito disse que falaram apenas amenidades, como gastos de campanha e dificuldades financeiras. Sei não. A relação entre eles havia estremecido em julho de 2011 quando Ubiali aplicou rasteira e tirou o PR das mãos do prefeito. Um acordo para eventual apoio no segundo turno pode estar sendo costurado.

DISFUNÇÃO ERÉTIL
É prática comum o eleitor procurar os vereadores em busca de ajuda diversa. No período eleitoral, os pedidos atingem níveis mais intensos. E surpreendentes. É uma ajudinha para pagar a conta de água, o aluguel, um caminhão de terra, ingresso para almoço beneficente, uma rifa ou uma cesta básica. Na terça-feira, Marco Garcia (PPS) foi abordado por um homem em busca de Viagra. Ficou na mão.

PLANTAÇÃO
A Câmara realizará sessão solene amanhã, 20 horas, em comemoração ao Dia do Agricultor. Serão homenageados Luiz Giovani Basso e Antônio Carlos David. Segundo o vereador Laércinho (PP), autor da iniciativa, ambos tiveram os nomes indicados pelo Conselho de Desenvolvimento Rural de Franca.

DNA
“Sidnei só inaugurou o novo pronto-socorro. Quem fez fui eu.” A afirmação é de Sebastião Ananias.

EMPURRÃO
O deputado Carlos Giannazi (PSol) visitará Franca nesta quinta-feira. Virá à cidade para declarar apoio ao candidato do partido, Hamilton Chiarelo, que está na briga pela Prefeitura.

DANÇA DOS FAMOSOS
Sidnei Rocha tem dito que vai sugerir a Alexandre Ferreira que se matricule em uma escola de dança, para ganhar jogo de cintura.

Edson Arantes
Jornalista – edson@comerciodafranca.com.br 

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