Placas enferrujadas e apagadas transformam ruas em labirintos


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Placas das ruas Vítor Meirelles Lima e João Francisco Murzi, na Vila Santa Terezinha, estão enferrujadas e quebradas
Placas das ruas Vítor Meirelles Lima e João Francisco Murzi, na Vila Santa Terezinha, estão enferrujadas e quebradas

Encontrar o endereço da escola, da casa de um parente ou de um consultório médico se torna um verdadeiro desafio em alguns bairros de Franca. As placas de identificação dos logradouros até foram instaladas, mas estão danificadas. Nos bairros mais antigos, como Vila São Sebastião, Jardim Paulistano e Jardim Portinari, o sufoco é ainda maior. Placas enferrujadas ou com as letras apagadas dificultam a leitura. Outras estão tortas ou foram arrancadas. Para muitos motoristas, o GPS, que é um acessório, se torna praticamente um item obrigatório se eles não quiserem se perder.

Um dos casos mais curiosos flagrados pelo Comércio é uma das placas da rua Iracy Pereira Goulart, no Jardim Tropical. Na esquina com a avenida Margarida Fornazier Cardoso de Oliveira, a placa simplesmente está dependurada por arames no meio poste de energia elétrica, na parte mais baixa. A comerciante Lidiane Capareli, 22, disse que o mercado onde trabalha se instalou no bairro, naquele endereço, há seis meses e desde que iniciaram as atividades a placa está caída. “A identificação das ruas é péssima. É um problema geral aqui no bairro. É tudo horrível, porque as placas estão desgastadas e a Prefeitura não vem, não toma iniciativa para resolver. Tem o problema de vandalismo também. As pessoas destroem mesmo”, disse Lidiane.

No mesmo bairro, no cruzamento da rua Clóvis Vieira de Andrade com a rua Maria do Carmo Silva, apenas uma das esquinas tem placa com a nomenclatura das vias, mas as letras se apagaram e é impossível ler o endereço. O morador Antônio Clareti, 54, disse que havia uma placa em outra esquina, mas foi arrancada e até hoje não repuseram. “Aqui a identificação não está muito boa, as placas estão todas apagadas. Muita gente não localiza o que precisa e reclama porque não tem o nome das ruas.”

Quem depende de encontrar as ruas para conseguir executar seu trabalho é o carteiro Rafael Moreira Prando, 21. Ele garante que visita em média 1.500 imóveis por dia e sofre para localizar muitos deles e entregar quase três mil correspondências. “Em Franca é bem complicado encontrar alguns endereços, porque os CEPs são confusos e as placas de rua, bem precárias realmente. Muitas até são pichadas pelo pessoal e tem placas erradas.”

Rafael disse que tenta decorar os endereços para trabalhar com mais agilidade. “Para achar as casas recorro ao Guia Sei direto e peço informação no comércio, principalmente em mercados.” Na cidade, o carteiro já trabalhou em bairros como Parque do Horto, Leporace, Nova Franca e Petráglia. “Tive dificuldades em todos eles. Já fui carteiro em Ribeirão Preto e lá é mais fácil encontrar as ruas pela sinalização.”

ENDEREÇOS
Na semana passada, a reportagem circulou por Franca e encontrou placas danificadas em bairros diferentes. Quem percorre a avenida Geralda Rocha Silva, no Portinari; as ruas José Maria Jacinto Ribeiro e Joaquim Lebreton, na Vila Santa Terezinha; a avenida Brasil ou a avenida Dom Pedro I e vias do Jardim São Luiz e Jardim Noêmia se depara com placas enferrujadas.

No cruzamento das ruas Vítor Meirelles Lima e João Francisco Murzi, na Vila Santa Terezinha, a única esquina com placas indicando os nomes das vias está com parte delas quebrada, caída no chão. Na rua Zeferino Ferraz, só restou a haste de metal onde um dia estiveram afixados os endereços das ruas que se cruzam. Moradores disseram que foram destruídas por vândalos. A Prefeitura terceiriza os serviços de substituição e instalação dos logradouros.

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