A Polícia Civil, através da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), investiga a participação de um comerciante chinês no esquema de falsificação de bolsas “piratas” em Franca. Ontem, duas empresas que industrializavam o material foram fechadas pela polícia. Os agentes apreenderam farto material usado na confecção de bolsas de diversas marcas famosas. Os donos das fábricas não estavam nos locais visitados durante a operação. Eles vão responder a processo por crime contra registro de marcas, cuja pena é de até dois anos de detenção e multa.
A polícia tem fechado o cerco contra os fabricantes de produtos piratas em Franca e já descobriu o envolvimento de um comerciante chinês com este tipo de delito na cidade. Seu nome não foi revelado, mas segundo o delegado Márcio Murari, da DIG, o suspeito seria um dos principais compradores de bolsas e tênis falsificados. “Todo produto comprado por este homem, que já identificamos, é distribuído por ele na capital paulista. Bolsas falsificadas com marcas famosas em Franca são levadas para serem revendidas, principalmente em lojas e camelôs na rua 25 de março, em São Paulo”, disse Murari.
As investigações em torno do comerciante chinês revelaram que ele não só compra a mercadoria pirateada como financia sua montagem junto a donos de bancas de pesponto pela cidade. De acordo com o delegado, este comerciante investe na montagem e nas matrizes para confecção das bolsas e compra em seguida toda produção da empresa na qual ele investiu. “Ele age geralmente financiando pequenos empresários, que migram da confecção de calçados para a de bolsas falsificadas. São estabelecimentos que produzem, cada, uma média de 40 a 60 bolsas por dia”, disse Murari.
Das duas empresas que foram fechadas ontem pelos agentes da DIG, pelo menos uma estaria vinculada ao comerciante estrangeiro. A primeira fábrica visitada na operação foi no Jardim Petráglia. Em um barracão, dez pessoas confeccionavam bolsas falsificadas das marcas Louis Vuitton, Victor Hugo e Michael Kors. Outras 80 peças já estavam prontas para serem comercializadas, além de 135 que ainda estavam em fase de acabamento.
Na Vila São Sebastião, outra fábrica foi flagrada em pleno funcionamento. Nove pessoas trabalhavam no local. Matrizes e bolsas prontas e semiprontas foram apreendidas. “Uma das pessoas responsáveis pela produção disse que trabalhava para o comerciante Chinês. Todo material usado na confecção foi apreendido”, disse o investigador Regis Stefane da DIG.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.