O investimento feito pelo Governo Estadual na rodovia Cândido Portinari é um reflexo da imagem negativa que a via ganhou após vários acidentes com mortes registrados no decorrer dos anos. Entre os pontos mais críticos da estrada estava a Curva da Morte que, em junho do ano passado, deu lugar uma via reta construída sobre três grandes viadutos. Juntas, as estruturas de aproximadamente 30 metros de altura têm cerca de 370 metros de comprimento.
A obra custou R$ 33 milhões aos cofres públicos e era a mais reivindicada pelos moradores de Rifaina. A curva de descida já foi local de inúmeras tragédias envolvendo moradores da região. Um dos casos de maior repercussão ocorreu em 2002, quando um ônibus que transportava estudantes universitários caiu na ribanceira. O veículo seguia de Franca para Sacramento (MG), onde morava boa parte dos alunos. Vinte pessoas morreram.
Seis anos depois, em março de 2008, a colisão violenta de um caminhão carregado com pisos contra uma perua Kombi resultou em cinco pessoas mortas. Todos eram moradores de Rifaina.
De lá para cá, muita coisa mudou e hoje o trecho não lembra em nada a antiga estrada que leva à divisa com Minas Gerais. São quase quatro quilômetros de asfalto em perfeitas condições de uso que seguem em meio a enormes paredões, onde é possível observar pequenas nascentes de água.
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