Leitura da Bíblia
“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado” (At 13:2)
Receber a comissão de falar pelo Senhor
A Palavra de Deus precisa tornar-se a nossa constituição instrínseca. Algumas igrejas têm reuniões ministeriais, dedicadas ao ministério da palavra. Alguns irmãos de serviço nas igrejas ainda são muito novos, e, independente de onde estiverem servindo, todos devem ser cheios do Espírito Santo para também receber a comissão de falar pelo Senhor. Às vezes, quando dois ou três grupos familiares se reúnem, esses irmãos ministram a Palavra e assim, pouco a pouco, são produzidos novos ministros da Palavra. Esperamos que nas igrejas novas todos os irmãos que servem ao Senhor, tornem-se profetas e mestres.
Em Atos 13:1 e 2 lemos: “Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres:[...] servindo eles ao Senhor e jejuando”. Deus nos escreveu essa palavra para que a pratiquemos, e não apenas para que conheçamos a história. Na igreja onde nos reunimos há profetas? há mestres? Para o aperfeiçoamento dos santos e a edificação do Corpo de Cristo, precisamos de profetas e mestres (cf. Ef 4:11-12).
Os cinco profetas e mestres da igreja em Antioquia tinham posições e origens diferentes, eram de raças diferentes, contudo todos serviam no mesmo sentimento e encargo, orando no espírito, apesar de exteriormente suas situações serem diferentes. Barnabé, por exemplo, era cipriota, da ilha de Chipre (At 4:36). Outro era Níger; que significa negro, sendo certamente de origem africana. Outro era chamado Lúcio, de Cirene, capital da Cirenaica, distrito da Líbia, no norte da África, portanto um cireneu. Outro era Manaém, colaço de Herodes Antipas, ou seja, irmão de leite de Herodes. Esses Herodes foi o que mandou decapitar João Batista (Lc 9:7-9). Manaém certamente era uma pessoa bastante instruída e criada no palácio. O último a ser citado era Saulo. Pelo arranjo soberano de Deus, esses cinco homens tão diferentes estavam juntos, e apesar de ter posição social diferente, raça diferente e grau de instrução diferente, todos serviam juntos ao Senhor e oravam no espírito.
Devemos aprender com o que vemos na igreja em Antioquia; embora sejamos tão diferentes uns dos outros, devemos aprender a servir juntos na igreja, a falar pelo Senhor e instruir os santos. Muito mais do que isso, devemos aprender a orar. Muitos gostam de orar sozinhos, mas no serviço da igreja devemos aprender a orar juntos e buscar a direção do Senhor. A oração corporativa é algo que agrada ao Senhor.
Os cinco irmãos líderes da igreja em Antioquia oravam e também jejuavam regularmente. Como já vimos, jejuar não é meramente abster-se de comer, e, sim, ser incapaz de comer por causa do encargo desesperado de orar por alguma necessidade, sendo também uma expressão de auto-humilhação na busca da misericórdia de Deus para abrir mão daquilo que temos direito de desfrutar. Quando algo pesa sobre nós e somos levados a orar, podemos até perder a vontade de comer. Não é um ritual, não é um regulamento, mas é algo muito espontâneo.
Ponto-chave: Orar juntos
Pergunta: Qual deve ser nossa expectativa em relação aos irmãos que servem na igreja?
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