Vendedor diz que não foi atrás devido à burocracia


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O vendedor Domingos Sávio da Silva, 28, sofreu um acidente em Franca, teve gastos extras com médico e remédios, mas não procurou receber o DPVAT. A moto dele foi atingida por um carro. Com o impacto, Silva perdeu o controle do veículo, caiu e sofreu escoriações em várias partes do corpo. “Quando a mulher que dirigia o carro bateu em mim eu caí. A moto passou em cima das minhas costas, fui parar na sarjeta. Tenho cicatrizes até hoje, fiquei com várias partes do corpo doloridas. Tive gastos com consultas no médico, remédios e injeções de analgésico”, diz.

Mesmo ciente de que poderia ser beneficiado com o seguro do DPVAT, Silva não tomou nenhuma providência para entrar com pedido de indenização pelas despesas médicas do acidente.

“A gente é tão bobo que não entra [com o pedido de indenização]. Eu até sabia da existência do seguro, mas o problema é que todo mundo diz que não funciona, então eu acabei não indo atrás. Nesse país é tudo muito burocrático, infelizmente.”

Mesmo se quisesse, Silva não poderia agora ir atrás do seguro porque o prazo para entrar com o pedido é de três anos, a partir da data do acidente. O dele ocorreu há quatro anos.

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