A imprensa mundial dedicou avantajados espaços à informação de que o Grande Colisor de Hadrons (LHC), gigantesco acelerador de partículas localizado na fronteira entre Suíça e Itália, teria, finalmente, satisfeito o mais expressivo anseio da comunidade científica.
Noticiou que uma precisamente administrada colisão ‘microscópica’ teria resultado na detecção de partícula que esperam seja o Bóson de Higgs.
A famosa partícula foi ‘prevista’ em 1964, por Philip Anderson e Peter Higgs, mas a esperada constatação de sua existência continuaria a incomodar a mente científica até que entrou em funcionamento o LHC, no complexo CERN, na Suíça.
Com o resultado da experiência, e sobre o que parecia ser de interesse apenas dos cientistas, o americano, Nobel de Física, Léon Max Lederman, agitou o imaginário popular por atribuir ao objeto da descoberta o apelido de ‘partícula de Deus’, em virtude dela representar o ‘tijolo da natureza’, isto é, permitir que tudo no Universo, inclusive eu e você, possua massa.
Porquanto, a importância da confirmação da proeza divulgada está em que, segundo os cálculos teóricos, esta partícula é que dá massa à matéria. Certamente que a ciência caminhará na busca do entendimento das origens do Universo e, quem sabe, concluirá que ele é de toda a eternidade, como de toda a eternidade é o Criador que jamais cessou de criar um só instante, segundo informam as fontes espirituais. Novos campos de pesquisa surgirão. Novas tecnologias darão acesso a conquistas inimagináveis. A inteligência humana é o instrumento de conquista para o bem estar da civilização. Isto posto, cabe perguntar: com a confirmação do bóson de Higgs, está totalmente explicada a origem de tudo? Evidentemente que não! Quem terá dado origem ao bóson?
Para nós, indubitavelmente, a origem de tudo está em Deus, ‘Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas’, conforme está assentado na resposta à primeira pergunta de O Livro dos Espíritos.
Assim, se confirmada, a existência do bóson não elimina a existência de Deus. Pelo contrário. Mostra que há um plano inteligente sustentando toda a criação. Segundo o que nos diz a Doutrina Espírita, tudo o que há no Universo é um estado modificado de um elemento primordial denominado Fluido Cósmico Universal Primitivo, ou ‘Hálito Divino’, no dizer do Espírito André Luiz, pela psicografia de Chico Xavier.
As modificações desse fluido, a partir de sua pureza absoluta, é que atendem à constituição física de tudo quanto existe na infinitude cósmica, desde o átomo mais simples às mais complexas galáxias. Para darmos um singelo exemplo, lembremo-nos da água que pode se apresentar em três estados diferentes: líquido, sólido e gasoso, mas é sempre água. O que se modifica é a estrutura das moléculas.
Da mesma maneira, o Fluido Cósmico Universal permeia toda a Criação Divina, sendo a matéria de que o Criador se utiliza para estabelecer as condições para a evolução do espírito.
Aguardemos que a ciência continue nas suas conquistas a fim de, cada dia mais, aproximar-se da suprema descoberta de que tudo é a Divina Providência que cria, anima e protege.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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