Samu realiza 30 atendimentos diários e desafoga Bombeiros


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Socorristas atendem menino diabético em crise: unidade do Samu pode realizar procedimentos médicos enquanto desloca vítima para hospital
Socorristas atendem menino diabético em crise: unidade do Samu pode realizar procedimentos médicos enquanto desloca vítima para hospital

Desde o dia 3 de maio, Franca conta com três ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Em dois meses e meio, os 68 funcionários da unidade atenderam a mais de 2,2 mil ocorrências de emergência na cidade - uma média de 30 ocorrências por dia. O novo serviço ajuda a desafogar o Corpo de Bombeiros, que antes era o único responsável pelas chamadas urgentes. Mas há uma barreira ainda que impede o sistema de realizar deslocamentos mais rápidos. Alguns motoristas não respeitam as ambulâncias no trânsito. 

A coordenadora do Samu, Giane Alves Stefani, afirma que a população não está acostumada com o sistema e não entende que o Samu é uma unidade médica móvel - com todo o equipamento necessário para atender no local ou no trajeto até o hospital - e que é necessário toda informação possível na hora que recebem a ocorrência. “Muitas pessoas reclamam que questionamos demais, mas precisamos ter certeza da gravidade da situação para despachar a unidade, porque pode entrar outra chamada grave em seguida e assim podemos perder uma vida”, disse ela.

Quando o 192 recebe uma ligação, o atendente faz algumas perguntas para confirmar se não é um trote e para identificação do paciente. Segundo o médico do Samu, Camilo Follis Santos, se for um caso grave, a chamada é passada para o médico regulador que identifica a prioridade do atendimento. “De posse das informações, nós podemos enviar a USB, a USA ou apenas fazer orientações em um caso não tão grave.”

O Samu conta com três ambulâncias, duas delas são USB (Unidade de Suporte Básico) e uma USA (Unidade de Suporte Avançado). As USBs contam com um técnico de enfermagem habilitado para atendimento de emergência e atendem as ocorrências mais corriqueiras. A USA conta com um médico e um enfermeiro e tem a possibilidade de fazer procedimentos evasivos, como pulsão de veia, administração de medicações, intubação, cardioversão, entre outros.

O Corpo de Bombeiros teve uma redução de ocorrências desde a implantação do Samu em Franca. Segundo o comandante da Corporação, capitão João Henrique Coste, a central do 192 é mais voltada para casos clínicos enquanto que os bombeiros mais para salvamento. “Caiu em torno de 30% as nossas ocorrências, mas como o Samu é novo em Franca as pessoas ainda não se acostumaram com a diferença de serviços e ligam para os dois sistemas em qualquer ocorrência. Em horários de pico, é comum acontecer o atendimento em duplicidade, porém, nos casos traumáticos de acidentes o trabalho é realizado em conjunto”, disse o capitão.

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