Franca mais agressiva


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Parecem estar crescendo as desavenças em nossa cidade. Se nos primeiros seis meses de 2011 foram registrados 15 tentativas de homicídios, nesse mesmo período de 2012 já chegamos ao número de 21 ocorrências, além dos mais de 700 casos menos graves de lesão corporal já registrados nesse ano.

São brigas entre pais e filhos, confusões em bares, agressões entre marido e mulher e confusões entre vizinhos. Substituindo a velha e boa conversa, cada vez mais as facadas, pauladas e tiros vão tomando conta de alguns espaços sociais de nossa urbanidade, onde deveriam prevalecer a razão e o bom senso.

Em função disso, a pergunta torna-se inevitável. O que estaria acontecendo? Por que as pessoas estariam ficando menos pacientes e mais disponíveis à violência? Será que estaríamos experimentando um recrudescimento do machismo ancestral, em função da maior liberdade vivenciada atualmente pelas mulheres? Será que as drogas e o álcool estariam se infiltrando em maiores quantidades no tecido social? Seria uma questão de índole pessoal? Ou seria simplesmente uma consequência de uma sociedade mais dinâmica e estressada, em que individualismo exacerbado parece estar se sobressaindo em relação ao interesse coletivo?

Obviamente, é difícil responder a essas questões. Talvez esse crescimento das agressões seja motivado por um misto de todas essas explicações, além de outras que não foram aventadas, algo difícil de precisar até mesmo com vários estudos e pesquisas que pudessem ou viessem a ser feitos.

De qualquer forma, porém, é importante buscar formas de se enfrentar essas agressões, tentando preveni-las em prol da paz social e da segurança das pessoas, a despeito da dificuldade de se adivinhar quem, onde ou quando irá acontecer esse tipo de ocorrência, conforme indica a polícia.

Talvez o mais importante, nesse caso, fosse tentar agir com mais firmeza no pós-agressão. De acordo com as autoridades envolvidas, todos os agressores denunciados ou flagrados em nossa cidade foram indiciados e a Justiça estaria punindo essa modalidade de crime.

O problema é que muitos deles não são pegos em flagrante e por isso ficam livres enquanto corre o processo, o que poderia dar a esses agressores o velho e bom sentimento de impunidade, deixando-os mais tranquilos para a prática de novas agressões.

Se conseguíssemos reagir com mais energia a esse tipo de crime, prendendo e encarcerando os agressores, talvez fosse possível demover tanto aqueles que já estão acostumados a usar de violência para resolver seus problemas amorosos ou de convivência, como também aqueles que pensam em utilizá-la pela primeira vez.

Não é simples, nem fácil. Mas as leis podem e devem ser revistas em função da realidade cotidiana concreta.

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