Brincadeiras de todos os tempos


| Tempo de leitura: 4 min

Antigamente não havia televisão, nem cinema, nem celular, nem jogos eletrônicos, nem Internet... Nada disso existia e não faz tanto tempo assim. Os avós dos leitores do Clubinho com certeza já falaram sobre isso com seus netos. Eles brincavam com outras coisas, porque cada geração vai encontrando novas possibilidades para seu lazer. Isso não quer dizer que as brincadeiras de antigamente foram extintas como os dinossauros, de quem apenas ouvimos falar. Elas fazem parte do patrimônio emocional de muitas pessoas e podem ser recuperadas a qualquer tempo. Vamos falar de algumas dessas brincadeiras simples, que pedem apenas a rica imaginação das crianças, capaz de tudo transformar ao seu redor.

Cabra Cega
O grupo escolhe uma criança para ser a Cabra Cega. Esta tem os olhos vendados por um lenço e, dada a ordem de partida, todos saem correndo, cada para um lado. Quem a Cabra Cega pegar, recebe o lenço e vai ocupar o lugar dela. Mas é bem difícil conseguir agarrar alguém com olhos tapados.

Roda
De mãos dadas, em sintonia como os membros de uma equipe, girando no mesmo sentido, as crianças cantam a canção escolhida. Essa brincadeira existe no mundo inteiro. Em nossa língua há muitas cantigas que podem ser cantadas enquanto a roda gira: “Fui à Espanha buscar o meu chapéu... Atirei o pau no gato... Senhora Dona Cândida coberta de ouro e prata... Se eu fosse um peixinho...” São inúmeras, todas à espera de serem escolhidas e cantadas pelas vozes infantis.

Pedra, papel, tesoura
Muito interessante e extremamente simples, esta brincadeira veio do Oriente, mais precisamente da China, mas também é conhecida dos japoneses que a chamam “joquempô”. É assim que se joga. As crianças se organizam em duplas. Colocam as mãos para trás e escolhem entre três símbolos: pedra, papel e tesoura. Quem esco-lhe pedra, deverá exibir a mão fechada; papel, mão aberta; tesoura, dedos médio e indicador formando um V. Dado um sinal pelo juiz, os participantes exibem imediatamente as mãos. Pedra vence tesoura; papel vence pedra; tesoura vence papel. Pode haver empate se os participantes escolheram o mesmo símbolo. E a brincadeira pode durar o tempo que os participantes quiserem.

Amarelinha
É geralmente na calçada que as crianças riscam um retângulo com pontas arredondadas onde escrevem Céu e Inferno. Entre estas extremidades são delimitados e numerados os espaços. Para riscar pode-se usar giz, pedaço de tijolo, de telha, até carvão. Os participantes se posicionam em fila. O primeiro joga uma pedrinha no espaço marcado com o número um. Ele deve saltar esta casa, cair na seguinte com um pé só e percorrer todas as outras casas pulando com este mesmo pé. Quando chegar ao centro, pode colocar os dois pés no chão, dar meia volta, voltar pulando em um pé só. Em seguida brinca o segundo da fila. E assim até todos jogarem. Na próxima rodada, todos devem jogar a pedra no número dois. Quem pisa na linha ou na casi-nha onde a pedra está sai do jogo. Se jogar a pedra no número errado também sai. A brincadeira termina quando houver só uma criança, a vencedora. Essa brincadeira existe no mundo inteiro.

Briga de galo
Duas crianças começam a brincadeira de olhos fechados, mãos para trás, frente a frente. Um dos participantes do grupo prega com um alfinete um pedaço de pano colorido nas costas delas. Dado um sinal, os participantes podem abrir os olhos e tentar vencer o desafio que é descobrir a cor do pedaço de pano nas costas do outro sem usar as mãos. Podem pular, esticar o pescoço, fazer qualquer malabarismo para descobrir a cor. Só não podem usar as mãos. Ganha a criança que acertar primeiro a cor do retalho.

Bandeirinha
São dois grupos, duas equipes. Os componentes de uma devem resgatar uma bandeira ( pode ser um pedaço de pano amarrado no cabo de uma vassoura) fincada no território dos adversários sem tocar neles. São necessários dois movimentos: proteger o próprio espaço e avançar sobre o do oponente. Todos precisam estar superatentos. Ganha ponto a equipe que primeiro resgatar a bandeira, claro. Os pontos são somados no final do jogo.

Passar anel
Os participantes sentam-se formando uma fila. Ficam de mãos postas, ou seja, fechadas, palma contra palma. A criança escolhida mantém escondido em sua mão um anel. Ela passará sua mão fechada pelas outras mãos e em determinado momento deverá deixar o anel cair na mão da criança que ela quiser. Essa será a escolhida para substituí-la na brincadeira.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários