A morosidade do poder público alonga o sofrimento das milhares de pessoas que dependem do SUS para realizar uma cirurgia eletiva. A portaria do governo federal estabelecendo os novos critérios para incentivar a realização de mutirões foi publicada no dia 29 de junho. Três semanas depois, o município ainda não se movimentou para ter acesso aos recursos.
A Prefeitura afirma que cabe à DRS, como gestora da saúde, elaborar o projeto. Na tarde de ontem, o Comércio entrou em contato com a assessoria de imprensa do governo do Estado para saber se a proposta está sendo elaborada, quando o mutirão será realizado, quantas pessoas poderão ser beneficiadas e quais as cirurgias que devem ser feitas.
A resposta foi pouco animadora. “O Departamento Regional de Saúde de Franca (DRS-VIII) esclarece que ainda não foi informado sobre a liberação dos recursos em questão e, por isso, não tem como se posicionar sobre o assunto no momento”, diz nota enviada à redação.
Em outubro do ano passado, o Ministério Público ingressou com uma ação na Justiça para obrigar o Estado a reduzir a fila, que seria formada por 12.500 pessoas. No primeiro semestre deste ano, a Santa Casa realizou um mutirão e atendeu cerca de 400 pacientes de oncologia e doenças cardíacas. As operações só foram feitas porque o deputado Gilson de Souza (DEM) abriu mão de sua verba parlamentar no valor de R$ 2 milhões e repassou ao hospital para atender aos casos apontados como urgentes.
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