Confusão sobre tecnologia atrapalha Foxconn e o governo


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Quando as negociações estavam seguindo rumo a um desfecho, veio o problema. Um impasse sobre a tecnologia que será utilizada pela unidade brasileira da Foxconn, empresa que fabrica os produtos da Apple, pode por tudo a perder. Isso acontece porque o governo Dilma exige que a fábrica produza telas de LCD com a tecnologia mais moderna que se tem noticia.

A empresa taiwanesa pretende fabricar telas com mecânicas mais ultrapassadas. Já os representantes do governo brasileiro exigem que a futura unidade produza telas de OLED, que usa compostos orgânicos para produzir a luz. Isso permite que as telas sejam mais finas e, em alguns casos, flexíveis.

Sem acordo sobre qual tecnologia será utilizada e, principalmente, sobre sua transferência para empresas brasileiras, o governo já avisou ao empresário Terry Gou, proprietário da Foxconn, que não irá financiar o projeto por meio do BNDS.

O anúncio da construção desta unidade foi feito a há um ano e três meses atrás, em comunicado feito pela própria presidente Dilma, durante uma viagem à China. Na época, ela havia dito que o investimento seria de US$ 12 bilhões.
 

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