Animais furtados podem estar em Franca


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Crimes realizados à noite ou de madrugada, com ladrões que conhecem a rotina das fazendas e com animais provavelmente transportados para São Paulo. Assim a polícia mineira descreve a onda de furtos na zona rural de Cássia. Essas características, diz a polícia, dificultam os flagrantes e a elucidação dos casos.

Segundo o tenente Olair Rivaldo, comandante da Polícia Militar da cidade, é feito patrulhamento ostensivo nas propriedades rurais, com orientação aos lavradores de como se proteger dos ladrões. Porém, o fato de os proprietários perceberem os furtos apenas algum tempo depois, faz com que a eficácia da PM diminua. “A comunicação imediata propicia um rastreamento com maior eficiência. Dando a queixa do furto no momento em que está acontecendo, cercamos toda a região e bloqueamos a saída dos ladrões”, disse o tenente.

Denúncias anônimas são a principal arma dos policiais, que solucionaram um caso no início deste ano, quando 25 cabeças de gado foram levadas de uma fazenda em Pratápolis (MG) e foram recuperadas em um sítio em Franca. “Iniciamos um trabalho juntamente com a PM de Franca e conseguimos recuperar. Esse gado foi apreendido e logo depois devolvido ao proprietário, mas não houve prisões.”

A Polícia Civil trabalha para solucionar os quatro últimos casos, sem muitas pistas. “Eu acredito que pode ocorrer o abate clandestino ou a venda desses animais para outras fazendas - muitas vezes até de boa fé por quem está adquirindo. Há vários caminhos”, afirmou o delegado Henrique Falleiros, que assumiu em Cássia há uma semana.

A Polícia Civil de Franca ainda não foi acionada para colaborar no caso. O delegado mineiro aguarda provas concretas para solicitar ajuda.

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