Bebida surgiu há 8 mil anos


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BRINDE - Da esq. para dir., Pedro Rinaldi, Rosana Branquinho, Flávia Lancha,  Marcos de Almeida Dias, Fernanda Barbosa e  José Eduardo Rodrigues, membros da Confraria do Vinho  no Galo  Branco
BRINDE - Da esq. para dir., Pedro Rinaldi, Rosana Branquinho, Flávia Lancha, Marcos de Almeida Dias, Fernanda Barbosa e José Eduardo Rodrigues, membros da Confraria do Vinho no Galo Branco

Estima-se que o vinho surgiu há mais de 8 mil anos. O local exato é difícil precisar. O mais provável, porém, é que tenha nascido junto com a nossa civilização, “molhando as mentes humanas para que algo de inteligente pudesse ser dito”, como ironizava Aristófanes, dramaturgo grego e um dos maiores representantes da comédia antiga.

Bebida dos deuses, por excelência, acabou cercada de misticismo e tornou-se fundamental em várias religiões, nas cerimônias egípcias e depois nas liturgias cristãs e judaicas. Ao mesmo tempo, porém, penetrou o terreno mais mundano dos homens e invadiu todos os espaços sociais, seguindo o ritmo das conquistas gregas e romanas.

Ao longo dos anos, firmou-se como a bebida do cotidiano, a mais apropriada para uma refeição. Mas tornou-se também uma bebida refinada.

No Brasil, no entanto, o vinho nunca teve uma presença marcante. Alguns argumentam que o preço sempre foi muito elevado para o poder aquisitivo do brasileiro. Outros apontam para a questão climática, já que o vinho não seria recomendado para o forte calor que costuma fazer no País. Mesmo no inverno, porém, quando seu consumo costuma apresentar um leve crescimento, ainda assim não é possível dizer que o vinho seja um parceiro cotidiano do brasileiro, como acontece na Europa, por exemplo, de acordo com o professor Márcio Cesar Esteves, consultor e especialista em gastronomia e enologia de Ribeirão Preto.

“Na Europa o vinho é comum e popular, não importa a época ou a classe social. Eu já vi gente na Itália pegar um galão em sua casa e sair para comprar vinho como se fosse ‘a granel’, o que ainda é impensável no Brasil.”

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