Um lamentável equívoco


| Tempo de leitura: 1 min

O jornal Comércio da Franca publicou, na edição do último sábado, dia 07 de julho, neste suplemento Nossas Letras, uma crônica de autoria do escritor Mauro Ferreira, sob o título A chave do Lorde Cochrane.

A crônica é baseada nas observações do autor sobre um diálogo que presenciou durante uma viagem de ônibus de São Paulo a Franca. Mas o texto, lamentavelmente, transcende a ficção ao tornar públicos detalhes íntimos a respeito de pessoas que nada faziam naquele percurso que pudesse justificar interesse jornalístico ou noticioso. O autor, num espaço reservado para literatura, comete o equívoco de narrar trechos de uma conversa particular, mantida por terceiros, de forma alheia à vontade dos envolvidos. Tanto mais inconveniente, expõe de forma indevida o endereço destas mesmas pessoas.

A Direção de Redação do Comércio da Franca entende que a Liberdade de Imprensa é um valor absoluto e que todos os jornais brasileiros devem ter o direito de publicar o que bem entenderem. Exatamente por ser fundamental e absoluto, o uso desta prerrogativa não deve, em tempo algum, ser negligenciado. Publica-se o que for preciso, doa em quem doer, implique quem implicar, desde que exista relevância e interesse público. Nem de longe este era o caso dos envolvidos na crônica A chave do Lorde Cochrane.

O Comércio da Franca lamenta a publicação do referido texto e informa que providências foram tomadas para impedir que situações semelhantes voltem a ocorrer.

A todos os leitores, e especialmente a ‘Moça bonita’, ‘Jéssica’ e ‘Mara’, citadas e expostas na referida crônica, o Comércio pede desculpas formais por todo e qualquer inconveniente que o episódio possa ter acarretado.

A Direção

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários