Finalmente foram definidos os candidatos a Prefeitura de Franca. Como já era esperado, são sete os pretendentes à sucessão do prefeito Sidnei Rocha: Alexandre Ferreira (PSDB), Cassiano Pimentel (PV), Gilson Pelizaro (PT), Graciela Ambrósio (PP), Hamilton Chiarelo (PSOL), Marcelo Teixeira (PSC) e Marco Aurélio Ubiali (PSB). Também estão definidos os candidatos a vice. Fernando Baldochi, Marco Aurélio Pegolo dos Santos; Marcial Inácio de Souza, Gilson de Souza Filho, Rosilda Boneti, Ranieri Melo e Vanderlei Tristão. Todos os candidatos com baixa rejeição, característica que parece ser o mais importante ao vice-candidato.
Triste foi constatar que o PMDB, um partido com bela trajetória política e uma rica história em Franca e no Brasil, novamente reedita em Franca o que o partido vem fazendo nas últimas eleições nos planos estadual e federal, tornando-se um partido de “moeda de troca”, não lançando candidatura própria e conformando-se com a posição de mero coadjuvante. Em nossa cidade o partido dispunha sim de nomes de escol para enfrentar a disputa na condição de protagonista.
O PT lança Gilson Pelizaro novamente e aposta as suas fichas no forte apoio do partido e da própria presidente Dilma Rousseff, cujos índices de aprovação ao seu governo têm aumentado nos últimos meses. O PSDB, inquestionavelmente, tem como trunfo maior os dois governos do prefeito Sidnei, cuja aprovação popular é fato inquestionável. Além disso, o próprio candidato apresentou ótimo desempenho à frente da Secretaria da Saúde, reconhecidamente uma pasta complicada.
Dr. Ubiali e dra. Graciela alicerçam as suas candidaturas nos bons resultados colhidos nas últimas eleições para deputados federais. Ambos foram bem votados naquela oportunidade. Já os candidatos Cassiano Pimentel, Hamilton Chiarelo e Marcelo Teixeira, com pouco espaço na propaganda eleitoral gratuita, ancoram as suas pretensões no desempenho que esperam ter no debate político e no legado em visibilidade que certamente o pleito trará.
De qualquer maneira, é inegável que deverá ser a eleição municipal mais acirrada dos últimos anos. Certamente teremos segundo turno. Os eleitos em primeiro turno dependerão das coligações com os partidos derrotados. Assim, durante a campanha, que agora se inicia, não assuste se houver um clima de cordialidade entre alguns candidatos já de olho no segundo turno.
Porém o desempenho do candidato no espaço gratuito de rádio e televisão, bem como nos prováveis debates, serão marcos importantes e decisivos para a viabilização do eleito. Os resultados das primeiras pesquisas indicam apenas a tendência de momento. Façam as suas apostas, mas com prudência e moderação, pois, no momento, qualquer prognóstico poderá revelar, no futuro, totalmente equivocado.
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca
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