Grupo de estudantes invade a Prefeitura para manifestação


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 Manifestantes no corredor de acesso ao gabinete do prefeito Sidnei Rocha (PSDB): grupo interrompeu trânsito em ruas entre o Terminal Central e a Prefeitura, onde permaneceu por duas horas
Manifestantes no corredor de acesso ao gabinete do prefeito Sidnei Rocha (PSDB): grupo interrompeu trânsito em ruas entre o Terminal Central e a Prefeitura, onde permaneceu por duas horas

Mais de 60 manifestantes ocuparam o Centro e marcharam até a Prefeitura para protestar contra o aumento da tarifa dos ônibus, ontem à tarde. Eles queriam uma “justificativa” do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) para o reajuste da passagem da empresa São José, concessionária do transporte público urbano. O grupo permaneceu por duas horas no corredor que dá acesso ao gabinete do prefeito, mas ele não atendeu o grupo que exigia explicações sobre o valor da tarifa, que afirma ser uma das mais caras do Brasil (leia mais em texto nesta página).

O grupo que se denomina “Movimento Fora São José” se reuniu no Terminal “Ayrton Senna”, às 14 horas, e com cerca de 60 pessoas partiu em direção à Prefeitura. Alguns passageiros que esperavam ônibus no Terminal apoiaram o protesto. É o caso da organizadora de eventos Dora Alice Borges, 46, que concorda que o valor da passagem é alto. “Não usamos como passeio, usamos para trabalhar. Além de ser mais caro que em outras cidades, os ônibus aqui não são confortáveis.”

Acompanhados pela Polícia Militar, os manifestantes paravam o trânsito por onde passaram. Eles carregavam cartazes, adesivos e palavras contrárias ao aumento da passagem. “Queremos mostrar para nossos governantes que o povo está indignado e queremos exigir que o poder público faça o que é necessário para prover nossos direitos. O transporte público não é uma mercadoria, mas sim um direito”, disse um dos organizadores do movimento, o professor universitário Alex de Oliveira Dutra, 26.

Na Prefeitura, os manifestantes adentraram o prédio e ocuparam o corredor que leva ao gabinete do prefeito. Entoaram gritos de ordem com megafone, mas sem causar nenhum dano no local. A Polícia Militar apenas acompanhou as ações do grupo sem qualquer reação. O grupo permaneceu por duas horas no Paço, até o final do expediente. Tentaram, sem sucesso, um encontro com Sidnei.

Após lerem uma carta endereçada ao prefeito, os estudantes aceitaram uma reunião com uma comitiva de seis integrantes do movimento e representantes da Prefeitura. Na reunião ficou acertado que eles fariam o pedido de audiência pública com Sidnei para esta sexta-feira, às 18 horas, na Câmara Municipal ou outro local público. O procurador municipal Eduardo Antoniete Campanaro mediou a conversa e protocolou o pedido. “Como o prefeito não podia atender eles hoje, eles decidiram formalizar um pedido para audiência pública e eu vou levar até o gabinete, protocolar e esperar a decisão do prefeito.”

Segundo outro líder do movimento, o estudante Luiz Eduardo Estival, não há garantia de que serão atendidos. “A assessora do prefeito disse que ele pode assinar ou não o protocolo. Nós pedimos essa audiência para sexta-feira ou para outro dia quando o prefeito possa, mas desde que seja mantido o horário de 18 horas e um local público para que possamos reunir muitas pessoas.”
 

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