Partidos gastarão R$ 8,1 mi com campanhas políticas em Franca


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Reportagem de Patrícia Paim e Marco Felippe

A corrida eleitoral rumo à Prefeitura de Franca começou no último sábado e tem previsão de movimentar R$ 8,1 milhões. A estimativa de gastos de cada partido foi confirmada pelos próprios candidatos e assessores. A campanha de Marco Aurélio Ubiali (PSB), que até então era considerada a mais cara, foi ultrapassada pela do candidato do PT, Gilson Pelizaro, que prevê um gasto de R$ 2,5 milhões até outubro. Na outra ponta, o candidato Hamilton Chiarelo (PSol) declarou que investirá somente R$ 50 mil na campanha.

Segundo a assessoria do PT, o maior gasto da campanha ocorrerá com a contratação de pessoal e com a produção dos programas do horário eleitoral de rádio e TV. Para tanto, o partido contratou uma agência de comunicação de São Paulo, que ficará responsável por todos os detalhes. Parte da equipe ficará em Franca.

Apesar de prever um gasto de R$ 2 milhões durante toda a campanha, Ubiali acredita que não passará de R$ 500 mil. “Não conseguimos doações. Estamos esperando recursos do partido. Enquanto isso, vamos colocar gente na rua para falar com eleitores.” Grande parte dos gastos vai para confecção de material - como 30 mil panfletos e 2 milhões de santinhos. “Também vamos investir em filmagens, caminhões de som - que darão suporte em pequenos comícios - e no corpo a corpo.”

O PP vai investir quase R$ 2 milhões na campanha de Graciela Ambrósio e dos 76 candidatos a vereador. “Ainda estamos trabalhando na estruturação, mas será uma campanha simples. Contaremos principalmente com apoio de voluntários. Até o momento temos mais de 100 pessoas que se apresentaram para trabalhar de graça”, disse um dos assessores, Sebastião Pimenta.

Com uma estimativa bem mais modesta, Alexandre Ferreira (PSDB) calcula que maior parte dos R$ 600 mil vai para a confecção de 1,5 milhão de santinhos (com nomes também dos vereadores do partido) e produção de material de rádio e TV. “Também vamos fazer carreatas, confeccionar cartazes e bandeiras”, disse Ferreira, que deve contratar 50 pessoas para trabalhar durante toda a campanha.

Com dois minutos por dia de propaganda eleitoral na TV, o PV vai investir principalmente na produção de panfletos e adesivos para divulgar a campanha de Cassiano Pimentel e dos 20 candidatos a vereador. “Ainda estamos nos reunindo para traçar as estratégias para levar a campanha para as ruas. Mas já estou visitando creches, sindicatos e fábricas. Queremos conhecer a realidade destes setores”, disse Pimentel.

O candidato do PTC, Marcelo Bomba, agendou para o dia 22 de agosto o início da campanha nas ruas, que terá a ajuda de mais de 50 pessoas. “Devemos gastar R$ 200 mil incluindo a divulgação dos vereadores.” Para ganhar a simpatia dos eleitores, Bomba promete investir na produção para TV e na mídia em geral. Bem mais modesto, Hamilton Chiarelo (PSOL) vai apostar no corpo a corpo na briga pelos votos. “Não vamos fazer contratações, por isso vou ter que gastar muita sola de sapato. A ajuda virá apenas dos militantes do partido”, explicou o candidato.


 

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