Na manhã de ontem, a praça Nove de Julho foi palco da celebração da Revolução Constitucionalista de 1932, um movimento armado do povo paulista contra o Governo Provisório de Getúlio Vargas que durou de 9 de julho a 2 de outubro. O evento, realizado pela Prefeitura de Franca, começou pontualmente às 9 horas, se estendeu por 30 minutos. Os organizadores acreditam que pelo menos 500 pessoas tenham acompanhado a cerimônia.
As comemorações iniciaram com a apresentação de autoridades. Estavam presentes o capitão Max Wilson, comandante da 1ª Companhia da Polícia Militar; o secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli; o secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha; e Tenente Silva, da delegacia de Alistamento Militar.
Segundo o historiador José Chiachiri Júnior, cerca de 700 francanos se alistaram voluntariamente para combater na Revolução, mas nem todos foram para a frente de batalha, pois houve uma pré-seleção. Chiachiri não soube informar quantos francanos exatamente lutaram. “Foi um posicionamento em defesa da liberdade, em busca de uma Constituição. É importante comemorar todo ano a Revolução porque relembramos a chama da liberdade que está no coração dos paulistas”, disse.
O conflito terminou com a rendição das forças paulistas, tendo um saldo oficial de 934 mortos. Destes, nove foram francanos, que foram homenageados com um monumento na praça Nove de Julho.
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