Com o fim das convenções partidárias e com a confirmação das chapas que irão concorrer às prefeituras de toda a região, inicia-se agora um período de disputa, acusações, denúncias, debates e muita agitação no cotidiano da maioria das cidades do país e, na Alta Mogiana, não é diferente. A partir de agora, até 03 de outubro para os municípios com menos de 200 mil eleitores, e talvez até o último domingo de outubro para Franca, caso haja segundo turno em nossa cidade, boa parte da população começará a viver aquele clima mais tenso que é comum pairar sobre as cidades nessa época do ano.
Em Franca, mais especificamente, a candidata Graciela Ambrósio saiu na frente. De acordo com o resultado da primeira pesquisa encomendada ao Instituto Datalink pelo GCN, ela parte de um patamar de mais de 35% das intenções de voto.
Obviamente, ainda é muito cedo para qualquer prognóstico. A despeito do histórico apresentado por todos os candidatos, de sua imagem pública junto à população, das coligações feitas ou das votações anteriores que alguns obtiveram em outros pleitos eleitorais, é praticamente impossível prever quais serão os desdobramentos dessa disputa.
Se olharmos para o histórico de todas as eleições já realizadas no Brasil, seja para prefeito, deputado, senador, presidente ou governador, vamos perceber que os percentuais de intenção de voto no começo da disputa nem sempre coincidem com a totalidade dos votos recebidos na chegada. E as surpresas não são assim tão incomuns, principalmente depois que os meios de comunicação facilitaram o acesso da população a informações mais qualificadas sobre os candidatos e suas idéias.
Em função disso, há aqueles que disparam na largada, mas não têm fôlego para chegar ao final com a mesma velocidade, seja por problemas financeiros, por razões de conteúdo ou até mesmo ou por questões ligadas a escândalos. Não obstante, existem os candidatos que começam quase sem nenhuma chance e de repente começam a ‘correr por fora’, disparando de forma arrebatadora na reta final. Há também aqueles que não saem do lugar, mas que pela quantidade de votos que sempre carregam e pela força de influência junto ao eleitorado podem se transformar no fiel da balança em caso de apoio a outro candidato, sobretudo se houver segundo turno. Como há, obviamente, aqueles que saem na frente e, em resposta ao seu histórico e à boa campanha, mantém-se na dianteira e vencem a disputa. O que se quer dizer é que, na verdade, numa eleição, tudo pode acontecer.
Sendo assim, é de se esperar que esse cenário comece a ganhar contornos mais definitivos quando os candidatos começarem a colocar suas propostas no horário eleitoral gratuito, assim como nos debates e sabatinas como as realizadas pelo GCN. O que se espera é que essas ações e manifestações dos candidatos sejam espaços de divulgação das propostas e dos pensamentos de todos os candidatos. A todos, uma boa campanha.
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