Além de rins, fígado e córneas, outros órgãos e tecidos podem ser transplantados, como coração, pulmão, pâncreas, intestino, medula óssea, pele, válvula cardíaca, ossos e esclera ocular (camada fibrosa externa que protege o olho). Alguns tipos de transplante podem ser realizados em vida pelo doador, como é o caso do rim, fígado, medula óssea, pulmão e pâncreas. Já os outros órgãos só podem ser captados se a morte encefálica do paciente for confirmada. Há um terceiro caso, quando o paciente tem morte por parada cardíaca. Nesse caso, apenas tecidos (córnea, ossos, tendões, pele e válvulas cardíacas) podem ser coletados.
Para doar órgãos, é preciso ser maior de idade - a exceção é se o processo for autorizado pelo responsável legal. No caso de doação em vida, é permitido doar órgãos para cônjuges e parentes de até terceiro grau, se houver compatibilidade. Para doar a outras pessoas, é necessária uma autorização judicial. Não podem doar órgãos pessoas com insuficiências orgânicas (como a renal e a cardíaca), doenças contagiosas transmissíveis, infecção generalizada ou insuficiência múltipla de órgãos, tumores malignos e doenças degenerativas crônicas. Segundo a Santa Casa de Franca, mais de 90% das cirurgias de doação e transplante são pagas pelo governo.
O transplante de órgãos no Brasil funciona através de um sistema chamado Fila Única. É o médico responsável pelo paciente ou o hospital que cadastra o paciente na CNCDO (Central Nacional de Captação e Distribuição de Órgãos). Quando um órgão fica disponível, alguns critérios de compatibilidade são considerados para encontrar um receptor, como o tipo sanguíneo; idade, altura e peso do doador; o tempo em que o receptor está na fila de espera; tecidos imunologicamente compatíveis e urgência. A Lista Única funciona a nível estadual, mas, se nenhum receptor for encontrado no Estado, a procura é ampliada.
De acordo com cartilha editada neste ano pela Santa Casa, em abril 12.615 pessoas estavam na fila de espera por um órgão ou tecido no Estado de São Paulo.
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