A sensação de insegurança


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Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada na quinta-feira pela Agência CNM mostra que a população tem medo da violência e baixa confiança nas autoridades policiais

De cada dez brasileiros, pelo menos seis têm “muito medo” de assalto à mão armada, assassinato e arrombamento da residência. Mais da metade sente muito medo de sofrer agressão. A pesquisa é parte da segunda rodada de pesquisa sobre segurança pública feita pelo Sistema de Indicadores de Percepção Social do Ipea. Apenas 10% dos 3.799 entrevistados assinalaram a opção nenhum medo em todos os quesitos – assalto à mão armada, assassinato e arrombamento da residência.

A vulnerabilidade é maior entre as mulheres: enquanto 7,8% das entrevistadas disseram não sentir nenhum medo de assalto à mão armada, 16,9% dos homens têm a mesma sensação. O Nordeste lidera os temores de violência com mais de 70% das respostas em muito medo. Em todo o País, o crime organizado é o que mais amedronta as pessoas.

A maioria acha que a Polícia Militar não aborda as pessoas de forma respeitosa e mais da metade dos entrevistados acha que a Polícia Civil não realiza investigações sobre crimes de forma rápida e eficiente. Mais de 63% de todos entrevistados afirmaram que os policias no Brasil tratam as pessoas com preconceito. Na opinião dos policiais, entre as principais causas da criminalidade estão a desigualdade social, a falta de investimento em Educação, o aumento do tráfico de drogas e o crescimento do comércio ilegal de entorpecentes.

Prevenção de desastres naturais
Técnicos em defesa civil do Japão desembarcam no Brasil em agosto para a troca de experiências com profissionais brasileiros que atuam em prevenção de riscos e desastres. A iniciativa faz parte do acordo anunciado pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, durante viagem ao Japão nesta semana. A parceria entre Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e o Ministério da Integração Nacional vai definir a estratégia do país para a gestão integrada de riscos e desastres naturais, e o aperfeiçoamento da política de defesa civil.
“Brasil e Japão estão unidos para enfrentar os desafios e para que a cultura da prevenção ganhe ainda mais força. Para preparar nossas cidades e torná-las capazes de resistir, absorver e se recuperarem quando atingidas por um desastre, no tempo e na forma adequada, é necessário planejamento, investimentos e muito trabalho”, afirmou o ministro na cidade de Iwate, no Japão.
O objetivo do acordo é aperfeiçoar o planejamento de expansão urbana, padronizar a avaliação e o mapeamento de desastres, estabelecer protocolos de resposta a desastres, além de preparar procedimentos para emissão de alertas, e melhorar o sistema brasileiro de monitoramento e alerta. “Os desastres seguirão acontecendo, mas a população precisa conhecer e estar preparada para enfrentá-los. Para que isso seja possível, precisa ser capacitada, contar com escolas e hospitais seguros, e participar das decisões sobre os investimentos destinados à prevenção de desastres”, ressaltou.
A comitiva brasileira em missão no Japão contou também com o secretário Nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, e o diretor do departamento de Minimização de Desastres da Secretaria Nacional de Defesa Civil, Rafael Schadeck. O grupo visitou o Instituto Nacional de Pesquisa sobre Ciência da Terra e Prevenção de Desastres (NIED) que, desde 1963, é referência mundial em pesquisas sobre prevenção de desastres.

Música erudita
Com 28 professores renomados do Brasil e do exterior, o Festival Internacional de Música Erudita de Piracicaba (Feimepi) recebe até 15 de julho inscrições para aulas. É a terceira edição do evento, que acontece entre os dias 20 e 29 de julho. Criado com o objetivo de democratizar o acesso à música clássica, o Feimepi presta este ano homenagem ao regente brasileiro Eleazar de Carvalho, que completaria 100 anos no mês de julho.
A participação é aberta a estudantes de diversas faixas etárias de universidades e conservatórios do Brasil e outros países, assim como de escolas e projetos de música de Piracicaba. As 340 vagas estão distribuídas em 100 vagas para coro, 20 vagas para as aulas violão clássico e 10 vagas para os cursos de violoncelo, clarinete, composição, contrabaixo, coro, fagote, flauta, oboé, percussão, piano, trombone, trompa, trompete, tuba, viola e violino.
O resultado para os cursos será divulgado no dia 16 de julho, mas os candidatos não selecionados podem participar como ouvintes. “A nossa proposta é proporcionar uma completa imersão dos participantes no meio musical”, diz André, responsável também pela direção artística do Feimepi. A ficha de inscrição está disponível no site oficial, o www.feimepi.com.br.
Integram o corpo docente internacional do 3º Feimepi os instrumentistas Nicolas Koeckert (violino/Alemanha), Veronique Mathieu (violino/Canadá), Anna Puig (viola/Espanha), Helga Winold (violoncelo/Alemanha/EUA), Dmitry Kouzov (violoncelo/Rússia/EUA), Lilit Kurdiyan (violoncelo/Armênia/EUA), Erik Higgins (contrabaixo/EUA/Alemanha), Jasmin Arakawa (piano/Japão/EUA), Benjamin Coelho (fagote/Brasil/EUA), Michel de Paula (flauta/Brasil/Suíça) e Morris Palter (percussão/Canadá/EUA).
São 16 professores brasileiros envolvidos nas aulas. De São Paulo participam Sergei Eleazar de Carvalho (regente), Antônio Lauro Del Claro (violoncelo), Sérgio de Oliveira (contrabaixo), Peter Apps (oboé), Natalia Larangeira (regente coral), Eduardo Bello (regente) e Gabriella Affonso (piano/Belém/São Paulo).

Wilson Marini
Jornalista – wmarini@apj.inf.br

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