Tratorista morre ao bater moto em Opala


| Tempo de leitura: 3 min
Perita criminal analisa a moto que era pilotada pelo tratorista José Thiago Francisconi, 27, morador no Portinari
Perita criminal analisa a moto que era pilotada pelo tratorista José Thiago Francisconi, 27, morador no Portinari

Um grave acidente na manhã de sexta-feira matou o tratorista José Thiago Francisconi, 27, morador no Jardim Portinari. Alves pilotava uma moto quando bateu na traseira de um Opala, dirigido pelo lavrador WCS, 42, morador em Itirapuã. O acidente ocorreu na rodovia Felipe Calixto, que liga Franca a Ribeirão Corrente. A vítima chegou a ser socorrida pela Unidade de Resgate dos Bombeiros para a Santa Casa, mas deu entrada já sem vida. O lavrador que dirigia o carro fugiu do local sem prestar socorro. Ele foi identificado horas depois e preso em flagrante. Acusado de homicídio culposo (quando não há intenção de matar), WCS pagou fiança de R$ 622 e vai responder o processo em liberdade.

O acidente foi registrado no quilômetro três da rodovia, sentido a Ribeirão Corrente, por volta das 6h45. José Thiago Francisconi seguia pela via pilotando sua moto Titan 150, com destino à fazenda onde trabalhava, localizada a pouco menos de dois quilômetros do local do acidente. Na mesma direção, à sua frente, estava o lavrador WCS dirigindo o Opala ano 1980. Segundo apurado pela polícia, o motorista do carro diminuiu a velocidade para entrar numa estrada de terra que dá acesso ao condomínio Água Viva e teve a traseira do veículo atingida pela moto do tratorista.

O impacto foi violento. O motociclista caiu no meio da pista, seu capacete saiu da cabeça e foi arremessado a uma distância de 20 metros. José Thiago teve politraumatismo. “Quando cheguei ao local, a vítima estava sendo socorrida pelo Resgate dos Bombeiros. Populares que passavam viram o rapaz caído no asfalto e acionaram a polícia. Não houve testemunhas. Apuramos que foi uma colisão contra um carro cujo condutor se evadiu sem prestar atendimento”, disse o soldado Cleiton Guimarães Lima, da Polícia Militar Rodoviária. O lavrador foi levado para a Santa Casa, mas já estava morto.

Opala ficou com a traseira destruída após a colisão da motoApós o acidente, o motorista do Opala fugiu e se escondeu no meio do mato nas proximidades. Peritos da Polícia Científica estiveram na rodovia analisando as circunstâncias do acidente. Pedaços da lanterna do veículo que foi atingido pela moto ficaram espalhados pela pista.

Ainda no local, investigadores do 5º Distrito Policial iniciaram os trabalhos de apuração. Juntando informações dos peritos e analisando a pista, eles concluíram que o veículo envolvido no acidente com a moto poderia ter entrado na estrada ao lado da rodovia. Durante diligências, os policiais Ademar Tavares e Júnior conseguiram encontrar o suspeito que estava escondido no mato junto com o carro.

O lavrador WCS foi levado para a delegacia, onde confessou ter fugido após a ocorrência. Ele não é habilitado e disse que dirigia seu carro a 90 quilômetros/hora na pista. “Eu fui entrar na estrada de terra e diminuí a velocidade. O motoqueiro estava correndo e bateu na traseira do meu carro. Quase capotei. Sai do local porque estava com medo. Não tive a intenção. Eu não mato nem galinha. O que aconteceu foi acidente”, disse o lavrador.

O tratorista José Thiago Francisconi era casado e deixa um filho de 7 anos. Seu corpo será sepultado na manhã deste sábado no Cemitério Municipal de Cristais Paulista, com trabalhos da Funerária Francana.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários