Um incêndio no pasto do sítio Nossa Senhora das Graças, no Jardim Paraty, causou transtornos para os moradores do bairro na tarde de ontem. A fumaça invadiu as casas e chegou a encobrir parte dos imóveis. Os Bombeiros foram acionados para controlar o fogo. Com o início do inverno e período de estiagem, aumentam as queimadas. A Corporação de Franca recebe de cinco até dez chamadas por dia para controlar focos de incêndios em matas. Nem todas as ocorrências são atendidas por falta de efetivo.
A maioria é provocada pelas pessoas. A umidade do ar baixa - característica dessa estação - e o calor forte funcionam como combustível para o fogo se alastrar. “Há incêndios que duram meia hora e outros, dias. As consequências das queimadas são imprevisíveis. Se o capim estiver seco, as chamas se alastram muito mais rápido”, disse o sargento Ronildo Borges.
Os Bombeiros e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil alertam a comunidade sobre os cuidados para evitar incêndios no período sem chuvas. Entre eles: não jogar bitucas de cigarro e fósforo acesos às margens das rodovias e não colocar fogo após limpeza de terrenos. Se avistar fumaça, a orientação é comunicar os Bombeiros imediatamente. “As queimadas podem danificar áreas de preservação ambiental, provocar a morte de animais que vivem nelas e agravar os problemas de saúde”, disse o sargento Borges.
O ar seco já agrava os problemas respiratórios, propicia gripes e resfriados e a fumaça das queimadas complica mais as alergias. Para prevenir esses problemas, a Defesa Civil alerta as pessoas a beberem muita água, comer mais frutas e vegetais, evitar contato com objetos que acumulam poeira, como bichos de pelúcia, cortinas e tapetes e ainda umedecer a casa com toalhas úmidas nos cômodos.
PARATY
Um dos focos de incêndio no sítio Nossa Senhora das Graças ontem ocorreu na rua Professor Moacyr Oliveira. No local, borboletas, louva-a-deus e outros insetos voavam no meio da densa fumaça. Gaviões e outras aves também precisaram se refugiar das chamas.
A dona de casa Rosana Xavier Silva, 40, mora atrás do pasto queimado. Ela sofre crises de asma e passou mal com a fumaça. “Eles colocam fogo aqui direto. O bairro fica tampado de fumaça. Fui para o hospital nessa semana com falta de ar porque tenho crise de asma. A gente que tem esse problema quase morre.”
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