Moradores da região central da cidade têm sofrido com a invasão de ratos e insetos em suas casas. As famílias residem na rua Santos Pereira, no Bairro Cidade Nova, numa vila onde existem quatro casas, e se queixam da invasão dos animais. Segundo eles, ratos são vistos andando pelos muros e no forro dos imóveis. Os vizinhos acreditam que os bichos estão abrigados num terreno usado por uma construtora como depósito de materiais de construção usados. Pedaços de madeira, telhas, vasos sanitários, canos, outdoors e máquinas ficam depositadas no terreno, cercado com muro e portão.
A costureira Idalícia Braga, 72, mora no bairro há quase cinco anos e disse que desde então enfrenta a invasão dos roedores. Ela e a filha Neiva Braga, 42, que é merendeira, sempre se deparam com os animais. “Vejo os ratos direto. Quando as cachorras começam a latir, abro a porta e vejo que estão andando aqui na garagem ou na madeira do telhado. Sofro com essa tortura há anos.”
As duas moradoras contrataram um funcionário para colocar veneno no forro da casa. “Ele encontrou até casca de banana lá em cima que os ratos devem ter carregado e disse que tinha muita sujeira e coco de rato também”, disse Idalícia.
Os moradores já entregaram um abaixo-assinado à Prefeitura para pedir a transferência do depósito do terreno vizinho e solicitaram o cancelamento do aluguel aos donos da área. Mas Neiva disse que a alegação é de que não há irregularidades no espaço. “Precisava limpar isso daí, acabar com essa imundice. Minha preocupação é com a nossa saúde, porque rato transmite muita doença. Nem coloco veneno na garagem porque alguma criação da rua pode entrar e comer e vou ficar com remorso”, disse Idalícia.
Neiva também se queixa da invasão dos animais. “Minha casa vive com ratazanas, pernilongos e aranhas. Só falta a gente achar cobra.”
O motorista Milton de Araújo, que é vizinho delas, se mudou para uma casa encostada no terreno há cerca de oito meses e já enfrentou problemas com a aparição de ratos na residência. “Tem muito rato e a gente sente um cheiro forte de urina deles, que vem para dentro de casa direto. Tive de fazer a desratização para eles irem embora. Os responsáveis deveriam fazer uma boa limpeza ou retirar esse depósito daí.”
OUTRO LADO
O diretor da TSF Engenharia e Construções, Tomas Spessoto, disse que o terreno é alugado há cerca de cinco anos para servir como depósito de materiais de construção. A empresa utiliza o espaço “extra” para não acumular “lixo” nos canteiros de obras. Segundo ele, o local está “relativamente cheio” porque a construtora está com três obras em andamento na cidade.
Tomas Spessoto alega que o terreno passa por limpeza periódica. “Usamos venenos para combater o mato, formigas, baratas e outros bichos. Até nos muros jogamos para não subirem. Pelo menos três vezes por semanas temos funcionários no local, que movimentam os materiais”, disse.
O diretor não acredita que os ratos vivam no depósito, mas saiam de outro local. “Só guardamos materiais de construção naquele terreno. Não há matéria orgânica que poderia atrair esses animais”, disse Tomas.
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