Trânsito de Franca mata cinco pessoas por mês


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Carro da jovem Mayellen Eduarda Silveira, 21, que foi levado pela correnteza após acidente no dia 27 de janeiro. A ocorrência engrossa as estatísticas de mortes no trânsito francano
Carro da jovem Mayellen Eduarda Silveira, 21, que foi levado pela correnteza após acidente no dia 27 de janeiro. A ocorrência engrossa as estatísticas de mortes no trânsito francano

O trânsito francano foi responsável por 32 mortes em 2012. O número de vítimas de acidentes ocorridos entre janeiro e junho deste ano é 10% maior que do ano passado, quando foram registradas 29 mortes. O levantamento realizado pelo Comércio também revela que quase metade delas foi provocada por acidentes com motos: 15 pessoas morreram vítimas de quedas ou colisões.

Por outro lado, ocorreu uma redução significativa em relação aos atropelamentos. No mesmo semestre foram cinco ocorrências com vítimas fatais contra 13 no mesmo período do ano passado. Uma queda de 61,5%. Para o secretário municipal de Segurança, campanhas educativas e uma melhor sinalização foram os pontos que contribuíram para a queda. “Ainda temos que melhorar. Ruas mais sinalizadas e a conscientização de pedestres e motoristas são importantes. Estamos investindo cada vez mais na segurança do nosso trânsito. Prova disto são os novos semáforos que instalamos e a modernização dos sistemas que os operam”, disse Sérgio Buranelli.

O mês em que mais se registrou acidentes fatais foi fevereiro. Oito mortes, sendo quatro no perímetro urbano. “Motos continuam sendo o grande problema no trânsito brasileiro. Não é só em Franca. O número de motociclistas é muito grande e todos têm que se conscientizar que é um veículo perigoso e que o para-choque é o corpo do condutor. Já fizemos campanhas educativas. Temos é que respeitar a velocidade e regras impostas no trânsito”, disse ele. Ainda em relação aos números de acidentes com mortes neste semestre, a quantidade de ocorrências no perímetro urbano se igualou às registradas em rodovias. As duas áreas foram responsáveis por 16 óbitos cada uma. As rodovias Ronan Rocha, no trecho entre Franca e Patrocínio Paulista e João Traficante entre Franca e Ibiraci (MG), somaram juntas metade das 16 mortes. “Ainda temos problemas na vicinal João Traficante. Já sinalizamos toda a via e a Polícia Militar tem trabalhado em operações usando os radares. Lembramos que é uma pista bem sinalizada e com ótimas condições de tráfego. Isso não significa que o motorista deve apertar o pé. Existe um limite de velocidade a ser respeitado. Se todos respeitarem a sinalização estes números lamentáveis de mortes com certeza diminuirão”, disse Buranelli. Os demais óbitos registrados neste período se dividem em acidentes e atropelamentos nos trechos urbanos da Cândido Portinari; Tancredo Neves, entre Franca e Claraval (MG); e Prefeito Fábio Talarico, entre Franca e São José da Bela Vista.

Este ano duas tragédias chamaram a atenção para as marginais dos córregos. O primeiro caso ocorreu em janeiro na avenida Antônio Barbosa Filho, onde a jovem Mayellen Eduarda Silveira, 21, perdeu o controle do Corolla que dirigia e capotou para dentro do córrego dos Bagres. Chovia forte na madrugada do acidente e força da correnteza arrastou o carro por 1,5 quilômetro.

Em junho, o carro caiu com uma família dentro do córrego do Cubatão na Ismael Alonso y Alonso. Em decorrência do acidente, morreram o aposentado Adelino Dominciano, 78, e a neta Sara Dominciano, levados pela correnteza do rio.

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