A base da Assembléia


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William Taveira comandou encontro de jovens na noite de ontem
William Taveira comandou encontro de jovens na noite de ontem

São inúmeras opções. Cada cultura, cada povo e cada época teve a sua. Porém, poucos segmentos religiosos é tão grande e durou tanto tempo como o Cristianismo. Já são dois milênios de domínio, principalmente no Ocidente. A maior igreja cristã é a Católica, porém, o Vaticano tem visto a cada década o número de católicos diminuir no Brasil, país onde tem mais seguidores. Uma matéria publicada por este próprio Comércio, no dia 30 do mês passado, mostrou dados da última pesquisa do IBGE que revela uma ligeira queda no número de francanos católicos. Em contrapartida, o número de evangélicos aumentou quase 50% de 2000 (43,6 mil fiéis) para 2010 (63,9 mil fiéis). Então vamos ao que interessa. Por quê? O que os jovens que fazem parte deste credo pensam sobre o assunto?

Mas antes um adendo. Não adianta levantar a bandeira do fanatismo e muito menos afirmar que a tal religião é melhor que aquela. Pois, como a própria Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma, qualquer pessoa pode ter liberdade de religião sem sofrer nenhum tipo de preconceito pela escolha. Então, guarde as pedras.

Voltando ao assunto principal. Foram escolhidas para fazer esta matéria pessoas que frequentam a Assembleia de Deus, igreja que contém cerca de 30% dos fiéis evangélicos em todo o País. Em Franca ela tem 50 unidades espalhadas pelos bairros da cidade.

Segundo o líder da Umadef (União da Mocidade das Assembleias de Deus em Franca), pastor Cristovão Ferreira, um dos pontos fortes da Assembleia é não tentar impor nada aos fiéis. “Nós não impomos a nossa religião para as pessoas. Todos que aqui chegam aprendem sobre os caminhos que a Bíblia ensina para, através dela, ter uma vida feliz e completa. Em nenhum momento nós nos preocupamos em ‘cegar’ as pessoas para as outras religiões. Elas são livres para escolher e se ficam aqui é por que são fieis”, explica.

E no caso do público jovem? “O objetivo é ensinar, através da Bíblia, os valores familiares e sociais. Pois hoje a maioria dos jovens só quer saber de festas e drogas, enquanto nós os ensinamos sobre os caminhos do respeito e da família e o que eles podem ganhar investindo em uma vida mais pura”, comenta pastor Cristovão. “Além disso, temos projetos musicais que são muito úteis para tirar as pessoas mais novas da rua”, complementa. Além disso, a Umadef realiza vários trabalhos de cunho social, como a distribuição de marmitas para carentes e a evangelização de moradores de rua, por exemplo.

Outra preocupação da Assembleia quanto aos jovens é o entretenimento “responsável”. “Eles são jovens, gostam e devem se divertir e socializar entre si. Por isso realizamos diversos retiros onde o público desta idade se reúne em chácaras para trocar e participar de novas experiências. É muito legal e instrutivo”, resume o pastor. Ele credita estas ações, somada a liberdade de escolha, o sucesso da Umadef, que tem 1.500 jovens participando ativamente das ações, além de outros mil que ocasionalmente aparecem para ajudar.


DA ÁGUA PARA O VINHO
O técnico em mecânica Rogério Henrique Goulart, 25, é um dos membros mais ativos da congregação. Atualmente ele é o 2º líder da Umadef. Mas nem sempre foi assim. Antes de ingressar no mundo da fé, ele era alguém “do mundo”, como o próprio diz. “Não me interessava por nada. Era do mundo, já fui preso. Mas foi lá na prisão que encontrei Jesus”, lembra. “Um pastor foi lá pregar e eu me lembro que nunca me senti tão feliz e tranquilo como naquele momento. Nem a bebida e nem o dinheiro me deram uma sensação daquela. É inexplicável”.

Rogério frequenta a Assembleia há três anos e se diz feliz e satisfeito. “A alegria que os mais jovens experimentam nas festas, nas drogas e nas bebidas é passageira e destrutiva. Aqui eles experimentam a alegria plena e eterna que só Jesus tem o poder de oferecer. Eles ocupam suas mentes com coisas saudáveis e se preocupam com o próximo. Talvez seja por isso que temos tantos jovens aqui, o que é muito gratificante”, comenta Rogério.

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