Moradores temem mais demolições de garagens


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Após a demolição da primeira lojinha do Leporace, os moradores do conjunto habitacional temem que novas derrubadas sejam feitas sem que eles sejam notificados. “A comunidade não tem nenhum contato da CDHU para explicar o acontecido e muito menos para poder anunciar novas derrubadas. Existe um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) feito entre a Promotoria e a CDHU que diz que a Companhia só pode fazer a demolição de qualquer tipo de imóvel após a construção das galerias que alojariam os comerciantes. Já foi feita uma derrubada e nenhum tipo de construção ou apoio ao comerciante foi dado”, disse Elizeu de Carvalho, membro da Comdeico (Comissão Mista em Defesa dos Interesses da Comunidade).

Para a comerciante Terezinha de Fátima Lana, o medo é que eles sejam desalojados e não tenham onde trabalhar. “A gente está desesperada. Já estou com 57 anos, onde vou arrumar um serviço? Falaram que iam fazer as casinhas para nós, mas até agora nada. Até chegar a aposentadoria, nós já morremos de fome.”

Euripidina Cândida da Silva, proprietária da locadora que foi demolida, diz que foi difícil aceitar a derrubada do imóvel, mas também não aceita o projeto de revitalização proposto pela CDHU. “Quem quer morar em um prédio e estacionar seu carro na rua, ainda mais no Leporace? É uma coisa tão mal esclarecida para os moradores, por isso, gera revolta. Não existe clareza sobre o que vai ser feito.” Ela se refere ao número de garagens no condomínio que, segundo os moradores, é inferior à quantidade de apartamentos.
 

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