Acusado de estupro fica preso no Guanabara; polícia espera laudo


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 Perícia revelará se a substância encontrada na roupa da criança era esperma
Perícia revelará se a substância encontrada na roupa da criança era esperma

O ajudante geral de 34 anos, morador em um bairro na região do Distrito Industrial e que foi detido na noite de quinta-feira acusado de abusar sexualmente de uma criança de 6 anos, está na cadeia do Guanabara. Ele foi preso em flagrante pelo Dalmo Polo, plantonista na noite do crime, e confessou o abuso. O caso foi encaminhado para a DDM onde foi aberto inquérito policial e que espera laudo da Polícia Científica para saber se os vestígios encontrados nas roupas da menina são de esperma do acusado e se houve penetração.

O homem é casado com a avó da criança e foi indiciado por estupro de vulnerável. Segundo a polícia, um adolescente de 12 anos, enteado do ajudante, teria flagrado a menina sentada no colo do acusado, nos fundos da residência. Ela estava sem calcinha e com o vestido levantado.

Em entrevista ao Comércio, o acusado confessou o crime e alegou ter sido seduzido. “Já aconteceu umas duas, três vezes. A menina fica me chamando de gostoso. A gente se agarrou, mas foi ela que me beijou, me puxou (...) Tem esperma, mas porque eu sou adulto, molhou. Dentro da menina, eu não pus não”, disse o ajudante.

A garota foi encaminhada ao IML de Franca para realizar o exame de corpo de delito, que apontou preliminarmente que não houve penetração e, segundo a delegada Christina Bueno de Oliveira, titular da DDM, mais material foi colhido para que sejam feitos exames mais aprofundados. A roupa da garota também será encaminhada para o IC (Instituto de Criminalística) para confirmar se há sêmen ou não no tecido. A polícia tem dez dias para encerrar o inquérito.“O homem foi preso em flagrante, sendo elaborado o auto de prisão pelo Plantãol. Em virtude da natureza do delito, ele deve permanecer em cela separada dos presos comuns”, disse a delegada.

Segundo a conselheira tutelar Viviane Cristina Nazaré Santos Silva, a partir de agora, as crianças terão acompanhamento de psicólogos, tanto a menina abusada quanto o irmão de 12 anos, que flagrou o crime e ficou muito abalado com a situação. “Vamos acompanhar o boletim de ocorrência, chamar posteriormente a mãe e depois encaminharemos a família aos órgãos competentes, como o Creas”, disse.
 

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