O grupo francano de Jazz Eduardo Machado e Quinteto está de malas prontas para embarcar em uma pequena turnê pela Suíça. Juntos, desde 2010, o baixista Eduardo Machado, o guitarrista Vinícius Melo, o saxofonista Beto Sápio, o tecladista Gil Reis e o baterista Alexandre Cunha, percorreram o Brasil levando sua música a grandes mostras como o Savassi Jazz Festival (Belo Horizonte- MG), FEMUCIC (Maringá-PR), Festival de Música Instrumental em Jaú, Feira do Livro (Ribeirão Preto), Virada Cultural Paulista (Franca) entre outros. O grupo contou com a participação especial de Chiquinho Oliveira, trompetista do sexteto do Programa do Jô.
A oportunidade para a turnê internacional surgiu com a divulgação de dois álbuns com composições inéditas lançados entre 2009 e 2011: Eduardo Machado e União, como conta o baixista que dá nome ao Quinteto. “Fui para a Europa divulgar esse trabalho e conheci o Stephan Kurmann, baixista suíço que é o proprietário do Bird’s Eye, um dos jazz clubs mais conceituados da Europa. Deixei meu material com ele e, por coincidência, Stephan esteve no Brasil ano passado e passou por Franca, para se apresentar no Quinta Jazz. Começamos a conversar mais sobre esse intercâmbio e foi quando ele fez o convite...” O Quinta Jazz é um evento que acontece todas as quintas-feiras no Nossa Noite Bar, em Franca. Vários artistas se revezam neste dia da semana para levar o gênero ao público. O Quinteto é figura frequente no local e, na última quinta-feira, apresentou lá o repertório que levará à Europa. O Comércio acompanhou a apresentação e conversou com comerciante Leonardo Máximo, frequentador assíduo do evento que estava na plateia.
“Eles (Quinteto) têm uma musicalidade fenomenal. Música brasileira enraizada misturada ao jazz. Os ‘caras’ são muito bons mesmo.” A funcionária pública Silvana Ferreira, que também esteve presente, disse já ser fã do grupo. “Venho todas as quintas-feiras e já conhecia a banda. Adoro a música instrumental deles, adoro o som que eles fazem, sou fã número um desses meninos.”
A aprovação do público é resultado do entrosamento conquistado ao longo dos anos. A convivência também permitiu que os músicos embarcassem com segurança para essa empreitada e sem muita interferência em sua rotina de ensaios. “Nós viemos de algumas turnês do ano passado e deste ano também, então o grupo está bem entrosado e está dando para manter os ensaios normalmente”, disse o tecladista Gil Reis. Sobre a ansiedade, o baterista Alexandre Cunha, o único de Campinas, revela que está tranquilo. “Vou com outro grupo duas semanas antes para tocar em dois festivais bem legais de jazz, na Sérvia e na Bulgária. Na outra semana sigo para Suíça para encontrar com o Eduardo e o pessoal.” O restante da banda segue no mês de agosto para Basel, na Suíça.
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