Você deve ter ouvido falar muito em Rio+20 na semana passada. Deve ter se perguntado também: “O que será isso?” Vamos explicar.
Em 1992, quando a preocupação com a natureza começou a ficar mais forte, representantes de 170 países se reuniram no Rio de Janeiro para conversar sobre o assunto. Esta reunião se chamou ECO_92, abreviação para Conferência das Nações Unidas Sobre o Meio Ambiente. Perguntem aos pais e avós. Eles se lembrarão disso.
Vinte anos depois, na mesma cidade, representantes de quase 200 países voltaram a se reunir para tratar dos mesmos problemas e buscar soluções. Por isso o nome do evento: Rio +20. Ou seja, um encontro internacional na mesma cidade e vinte anos depois. Ele durou nove dias e terminou em 22 de junho. Os participantes voltaram para seus países. Mas os problemas continuam e precisamos refletir sobre eles.Temos necessidade urgente de encontrar um jeito de viver sustentável.
Você sabe claramente o que é um modo de vida sustentável? Pois saiba que é aquele que pode atender às necessidades das gerações presentes, ou seja, das pessoas que estão no mundo, como eu, você, nossas famílias e outras pessoas, mas sem comprometer as gerações futuras: nossos filhos, netos, bisnetos...
Trocando em miúdos. As pessoas, hoje, precisam ter capacidade para se sustentar, quer dizer, ter casa, comida, roupa, transporte... Mas têm de conservar os recursos naturais, como água, solo fértil, florestas, boa qualidade do ar. Conseguir isso não é fácil. Porque os recursos naturais são finitos. Mas o desejo de consumir parece infinito.
A população mundial cresceu muito. Somos 7 bilhões e continuamos crescendo. Como sustentar tanta gente que necessita de água, alimentos, roupas, moradia, transporte, educação, lazer e tantas outras coisas, sem comprometer o solo, os oceanos, os rios, as florestas, o clima, o ar que respiramos?
Para responder a esta pergunta os participantes da Rio+20 criaram a expressão Economia Verde. Apesar de o nome remeter para florestas, árvores, natureza, o sentido de Economia Ver-de é bem mais amplo. Ele tem mais a ver com um modelo de desenvolvimento que não agrida o ambiente, que seja mais barato, que também produza uma sociedade mais justa. No documento final que fechou a conferência, líderes de diversos movimentos assinaram o documento O Futuro que queremos. Nele fizeram um balanço do que foi discutido e de suas propostas ambientais.
Todos os humanos vivem numa mesma casa, o planeta Terra. Isso significa que todos os governantes precisam encontrar maneiras de mobilizar seu povo para consumir e poluir menos a fim de que todos vivam mais e melhor. Isso é básico. Alguns países como Suécia e Japão acreditam que as mudanças podem acontecer a partir da educação das crianças. Por isso tornaram obrigatória nas escolas a inclusão da matéria Educação Para o Desenvolvimento Sustentável.
Embora nas escolas brasileiras esta matéria ainda não exista, educadores estão sempre tratando do assunto nas salas de aula. E o assunto tem muitos tópicos: poupar energia em casa e na escola; plantar árvores; diminuir o consumo de produtos não degradáveis como o plástico; combater desperdício de alimentos; entender que a queima de combustíveis altamente poluidores por veículos envenena a atmosfera das cidades; saber que motores movidos a petróleo precisam ser substituídos por outros movidos a eletricidade; conhecer a existência de outras fontes não poluentes de energia como a solar (do sol) e a eólica (dos ventos)etc.
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