As noites dos últimos sábado e domingo foram iluminadas pela atuação da Orquestra Sinfônica de Franca, no Teatro do Senai. No sábado, cerca de 320 pessoas prestigiaram a primeira apresentação da filarmônica que iniciou sua temporada 2012 nos moldes de um concerto clássico. Com o horário marcado para as 21 horas, os músicos deram a carência de cinco minutos para que os convidados se acomodassem. Sob o som de palmas, um a um os integrantes da orquestra foram se alocando com seus instrumentos em fileiras que formavam um semi círculo, voltados para o centro do palco onde o maestro Nazir Bittar se postou. A primeira peça a ser executada foi O Barbeiro de Sevilha, de Rossini; era possível observar espectadores de olhos fechados, absorvendo a canção. Tão logo concebeu a última nota desta peça, o maestro se encaminhou até a última fileira de músicos e trouxe ao centro o trombonista Mateus Castro, responsável pelo solo de Morceau Symphonique, de Guilmant. Além de Morceau, Mateus executou um trecho de Fantasia para Trombone, e, como agradecimento, recebeu um arranjo de flores e uma salva de palmas que marcou a pausa do espetáculo por 20 minutos. Os convidados então se encaminharam até o hall para conversar, degustar um café e adquirir pequenos suvenires como biscuís, chaveiros, canecas, camisetas e blocos de anotações customizados com a marca da OSF. Avisados por um sinal, todos retornaram aos seus lugares. A Sinfonia em Sol Maior - Militar, de Haydn, foi a responsável por encerrar o espetáculo que chegou ao fim por volta das 22h15, quando o maestro Nazir Bittar reverenciou gestualmente seus 40 músicos e o público. Bittar ainda foi presenteado com um arranjo de flores, que entregou ao prefeito Sidnei Franco da Rocha, acomodado na primeira fileira da platéia. Enquanto caminhava até a saída, o prefeito teceu elogios à evolução da orquestra. “Fiquei muito satisfeito de ver que houve uma evolução muito grande em número de músicos, em termos de peças e isso só tende a melhorar com o apoio da Lei Rouanet além da verba mensal que a Prefeitura repassa. Esses incentivos garantem o crescimento e a manutenção da nossa Orquestra Sinfônica”, disse.
O maestro Nazir também teve um conceito satisfatório sobre o desempenho do evento. “A apresentação correspondeu às expectativas. É um novo tipo de concerto aqui para Franca e acho que foi bem agradável. Casa cheia. Como diria o Odorico Paraguaçu (personagem de O Bem Amado, folhetim da Globo nos anos 70), estou com a alma lavada, ensaboada e enxaguada.” Para atingir suas expectativas o maestro contou com o auxílio de 25 músicos de Franca, 12 da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto e três da Banda Marcial Maestro Rossini, de Cristais Paulista. William Silva, integrante desta última, não escondeu a emoção ao falar de sua estreia na orquestra. “Achei a apresentação maravilhosa, é outro mundo. Estou acostumado com banda e vejo uma orquestra... o calor do povo aplaudindo por mais de um minuto... deu vontade até de chorar”, disse o jovem que manejou o triângulo. A estudante de engenharia civil Jéssica Silva esteve pela primeira vez na platéia da Orquestra e ficou impressionada. “É a primeira vez que venho e adorei.
Estou até pensando em largar a engenharia e estudar música”, disse em tom descontraído. Ao final de tudo, antes de entrarem em seus carros e voltarem para suas casas, as pessoas gastaram na calçada dois ou três minutos conversando sobre o que viram, mas principalmente, sobre o que sentiram naquela noite.
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